<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627</id><updated>2012-01-17T14:03:39.520Z</updated><title type='text'>The Urban Poet</title><subtitle type='html'>Na capital da poluição os sonhos descobrem novos rumos. A única motivação são as palavras que se escolhem entre os rostos que se encontram para depois as podermos assassinar..............descobri-me cobarde!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>181</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-234014658097550157</id><published>2012-01-16T16:04:00.001Z</published><updated>2012-01-16T16:06:16.937Z</updated><title type='text'>Perdido</title><content type='html'>ela veio ter comigo, comentou algo sobre o tempo&lt;br /&gt;eu que não tenho tempo&lt;br /&gt;para te oferecer &lt;br /&gt;nem votade de te o vender&lt;br /&gt;encontrei-me perdido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;falaste sobre coisas estúpidas e sem nexo&lt;br /&gt;aquelas merdas que me arrependo&lt;br /&gt;de teres sido um corpo, um uso para sexo&lt;br /&gt;porque só nisso te compreendo&lt;br /&gt;onde agora ando perdido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;depois de ti haverá um mundo&lt;br /&gt;um oceano de prazer nefasto&lt;br /&gt;sem metas, eu imundo&lt;br /&gt;a tua pele para meu repasto&lt;br /&gt;perdido&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-234014658097550157?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/234014658097550157/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=234014658097550157' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/234014658097550157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/234014658097550157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2012/01/perdido.html' title='Perdido'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-5197181982994368594</id><published>2011-08-30T16:15:00.001+01:00</published><updated>2011-08-30T16:15:12.374+01:00</updated><title type='text'>Agora</title><content type='html'>Felizmente que vieste. Sim? Claro que sim. Senti a tua falta de ti em mim, aliás ainda o sinto. O meu corpo desespera por esse toque, livrar-me disto. Desta dor que enerva. Enerva a falta de controle. Sinto-o cá dentro, dentro desta porta pequena que depressa se torna enorme em ti e por mim. Cada vez que me calo perco mais tempo de te dizer o que quero, dizer-te aquelas coisas que são proibidas. Proibidas? Por quem? Por nós. Tu acabas por ser muito melhor pessoa do que eu já fui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem acompanhaste-me e hoje visito-te, tantas vezes que me desgasto em ti. Analiso o teu corpo de forma minuciosa.  Tento encontrar defeitos em ti e por mim. Não os consigo deslumbrar, imagina. Percorro o teu sorriso, é enervante ver-te a sorrir sem saber porquê? Tudo aquilo que vejo, não sei a razão. Nem o motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse mar que nos afasta é o mesmo que nos ultrapassa!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-5197181982994368594?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/5197181982994368594/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=5197181982994368594' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/5197181982994368594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/5197181982994368594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2011/08/agora.html' title='Agora'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-2357006548610668210</id><published>2011-07-07T13:24:00.000+01:00</published><updated>2011-07-07T13:25:09.326+01:00</updated><title type='text'>Calados</title><content type='html'>Tu continuas na mesma. Tu continuas assim. Ela passou por mim, não me viu, eu vi-a. A  ouvir Bush tudo parou. Fiquei siderado a acompanhar os seus passos. O tempo parou. Passas-te ao lado do meu carro cinzento com um vestido escuro e umas sandálias de salto alto. No teu vestido escondia-se umas flores. A rua fica mais iluminada contigo. O tempo para contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuas com o cabelo curto. Demasiado e agora mais claro. A parte que acho mais piada em ti, além desse teu olhar, são os óculos. Eternos. Continuava a admirar-te. Se alguém me tivesse visto, ia-se rir. Um tipo num carro cinzento parado e demasiado parado. Fui acordado com uma buzina, ela mesmo assim não me viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigiu-se para um multibanco. Fiz uma manobra estúpida e estacionei o carro cinzento. Procurei a carteira. Encontrei a carteira. Saí a correr na sua direcção. Tentei passar a mão pelo cabelo, para não ficar tão despenteado como o normal. Ajeitei as calças, respirei fundo. Vamos embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a recordar-me como te conheci. Penso que foi num jogo de matraquilhos, não? Entre o álcool e desespero urbano trocámos uns olhares. Lembro que me desafiaste. Lembro que me aceitaste. Primeiro começamos com palavras de ocasião, sem saber o que dizer. Os quebra gelos não são standerizados. E ficámos. Ficámos entregues a nós. Recordo-me de contares alguns dos teus planos, tenho curiosidade de saber se os concretizastes. Curiosidade como os anos passaram por ti. Curiosidade como o teu mundo cresceu. A última vez que te vi apenas trocámos um olhar e seguimos calados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre seguimos calados, continuamos calados.......&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-2357006548610668210?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/2357006548610668210/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=2357006548610668210' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/2357006548610668210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/2357006548610668210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2011/07/calados.html' title='Calados'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-6629426546683705947</id><published>2011-02-22T13:58:00.001Z</published><updated>2011-02-22T13:58:57.669Z</updated><title type='text'>Segredo</title><content type='html'>Lembraste quando te vi a primeira vez? Eu lembro-me com uma exactidão generosa. Entrei nesse café e pedi o que queria, sentei-me numa mesa mais pequena do que o normal a desfolhar o jornal e a saborear a cafeína. Recordas-te? Foi aí que te vi. Estavas sentada na minha frente e sorriste, pensei que fosse para mim mas não era. Era para ti. Para os teus pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro o  teu corpo, o meu já nem tanto. Adoro o teu cabelo solto que liberta essa tatuagem por trás da orelha. Adoro a tua saliva, gosto de sentir o teu sabor e ficar preso a um cheiro. Mas, acima de tudo, adoro a tua insegurança. O facto de seres incapaz de defrontares o meu olhar. A maneira como te venço e depois fujo, para bem longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o frio aperta, lá fora, por aqui ficamos. Toco na tua mão e invento histórias, a maior parte dela somos nós os principais actores, os finais são em regra geral, felizes. O meu mundo foi conquistado em nós e assim nos cumprimentamos, evitando mais derrotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou-te contar o meu segredo, por enquanto assim, depois espero que fiques, assim;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sei o teu mais secreto segredo&lt;br /&gt;aquele que tentas-me esconder&lt;br /&gt;sei que sentes o medo&lt;br /&gt;o medo puro e insano de sofrer&lt;br /&gt;de caíres na minha loucura&lt;br /&gt;enquanto a noite cai e a espera dura.........&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei o teu mais secreto segredo&lt;br /&gt;sei a onda do teu corpo onde navego&lt;br /&gt;sei onde o teu sonho se implanta, neste rochedo&lt;br /&gt;onde me atraco em paz e sossego&lt;br /&gt;de saber o teu segredo, de não mo quereres dar&lt;br /&gt;sob este céu, chuva e rancor que nos tende a afastar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei, já não sei se o sei, mas sei o teu segredo&lt;br /&gt;e tu jamais saberás que o teu é o meu bruxedo!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-6629426546683705947?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/6629426546683705947/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=6629426546683705947' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/6629426546683705947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/6629426546683705947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2011/02/segredo.html' title='Segredo'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-1781484108781151506</id><published>2010-12-22T06:46:00.001Z</published><updated>2010-12-22T06:46:56.711Z</updated><title type='text'>Quando me tocas eu não sinto</title><content type='html'>Enquanto falas eu não oiço. Quando me tocas eu não sinto, apenas viajamos por aí enquanto os toques acentuam-se. Vieste de longe, disseste. Eu atravessei a minha rua para entrar pela tua e assim apresentar-me. Neste manto salgado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O frio lá fora degola-me, sentiste? Eu não tenho nada para te dizer a não ser mentir e ficar por aqui, parado.  A mentira sempre foi pacifica e salvadora de alguns aborrecimentos. Imóvel, por vezes as palavras ecoam, magoam como perguntas já estabelecidas e acordadas entre nós, diz-se tão pouco e ouve-se tanto. No meio da nossa viagem, entregue a nós, tocas-me e eu nada sinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ter coragem de te tocar, queria ter aquela força de te tocar, por mim e em mim. Enquanto não o faço fumo um cigarro. Gostava de te encontrar com o tempo e pelo tempo. No meio da minha viagem volto para o meu lugar. Assim ficaram. Quando sais eu fico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho medo desta noite, nem de ti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-1781484108781151506?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/1781484108781151506/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=1781484108781151506' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/1781484108781151506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/1781484108781151506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2010/12/quando-me-tocas-eu-nao-sinto.html' title='Quando me tocas eu não sinto'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-4515165397709814833</id><published>2010-08-30T13:43:00.000+01:00</published><updated>2010-08-30T13:44:08.482+01:00</updated><title type='text'>Café e cigarros</title><content type='html'>Ele já a tinha visto por ali. Ela já tinha reparado nele. E assim se apresentaram, entre olhares. Ele geralmente chegava primeiro do que ela. Ela depois sentava-se à sua frente evitando trocar olhares perigosos. Entre um café e um cigarro entretinham-se num olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela segura. Ele impróprio. Trocava as pernas, sentava-se, levantava-se na tentativa de ela reparar nele, como se fosse necessário. Ela sorria. Ela acendia mais um cigarro entregue a um vazio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela geralmente usa vestidos, mostrando as suas pernas bem feitas, coloridos a tentar mostrar uma vida que já morreu, há um tempo atrás. Cabelo comprido, castanho claro, bem tratado denotando bastante cuidado com o seu aspecto. O olhar, esse olhar que ele tentava cativar, era intrigante. Sem tecer grandes comentários era temerário. Daqueles olhares de quem vê coisas pequenas. As pessoas demasiado calmas e inexpressivas assustam. Não se podem controlar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não é bem assim. Demasiado baldas e descontraído para ter compromissos com o seu aspecto. Olhos claros, pele morena e o cabelo sempre despenteado. Aliás o cabelo é aquilo que lhe dá mais luta, entre o pente e o gel. Geralmente de sandálias para pisar o asfalto, calças bem largas e leves e uma t-shirt. Ele olhava-a como se olha uma presa. Ela calada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de mais um café e uns cigarros seguiam o seu caminho, na saída deleitavam-se com um último olhar e um ligeiro sorriso. Hoje não! Hoje ele vai segui-la, quer ver onde ela vai, a curiosidade. Ela saiu. Ele saiu. Ela entrou num carro escuro. Ele entra num carro cinzento.  Ela olha. Ele esconde-se de si. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rua é larga que morre num stop. A obrigação de parar. Algo mais importante do que nós. E assim seguiram os dois. Ela à frente e ele logo ali atrás. Ela olhando pelo espelho. Ele fingindo que não reparava. Os óculos de sol sempre foram bons amigos. Pararam num semáforo. Demoraram tempo a observar. Demoraram a viver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo de uma rua ela virou à direita. Ele virou à esquerda. Ela disse adeus. Ele sorriu. Amanhã quando se virem entre o café e os cigarros vai ser engraçado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-4515165397709814833?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/4515165397709814833/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=4515165397709814833' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/4515165397709814833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/4515165397709814833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2010/08/cafe-e-cigarros.html' title='Café e cigarros'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-255526899138905656</id><published>2010-07-09T11:59:00.001+01:00</published><updated>2010-07-09T12:02:51.567+01:00</updated><title type='text'>Por aqui</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TDcBvQcRXbI/AAAAAAAAACg/Tl_rP6gAQLw/s1600/IMG00171-20100703-1214.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TDcBvQcRXbI/AAAAAAAAACg/Tl_rP6gAQLw/s320/IMG00171-20100703-1214.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491860181980634546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TDcBu5Gr-SI/AAAAAAAAACY/b3Mvq7aaENU/s1600/IMG00169-20100703-1213.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TDcBu5Gr-SI/AAAAAAAAACY/b3Mvq7aaENU/s320/IMG00169-20100703-1213.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491860175716088098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TDcBuTbdvdI/AAAAAAAAACQ/dSiUzV3YpF0/s1600/IMG00170-20100703-1213.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TDcBuTbdvdI/AAAAAAAAACQ/dSiUzV3YpF0/s320/IMG00170-20100703-1213.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491860165602688466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' 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rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TDcBvQcRXbI/AAAAAAAAACg/Tl_rP6gAQLw/s72-c/IMG00171-20100703-1214.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-499608376139553208</id><published>2010-06-03T01:14:00.001+01:00</published><updated>2010-06-03T01:17:49.053+01:00</updated><title type='text'>Fico assim.....</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-164870e5f458afbd" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" 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href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=499608376139553208' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/499608376139553208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/499608376139553208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2010/06/fico-assim.html' title='Fico assim.....'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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Aquele olhar não era aquilo que me recordava. O suor, a expressão  de prazer, o cabelo despenteado, não era aquilo. Aquela chama que ele tinha visto tinha desaparecido, enquanto pensava continuava a entrar violentamente nela. Com toda a força do meu corpo.  Já não me recordava do nome dela, nem queria. Quando terminasse o meu papel sairia dali e diria que lhe iria ligar. Ela ia acreditar. Ups, foi quase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a conheci? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi num restaurante. Numa esplanada. Meti conversa, primeiro disse algo sobre a comida e ela respondeu. Depois foi fácil. Acabámos num hotel perto da casa dela. O curioso é ela acreditar que eu sou aquilo que ela pensa. Pensámos os dois. As pessoas do hotel já me conhecem. Os empregados do hotel são simpáticos e não fazem comentários. Tenho conta no hotel, nunca pensei ter conta num hotel.&lt;br /&gt;Continuava a entrar violentamente, agora por obrigação e a fingir que tenho prazer. Virei-a de costas, estava farto de a beijar e de ela me mexer no cabelo. &lt;br /&gt;De repente começa as conversas que se podem evitar, comentários que se podem ignorar eu apenas digo que sim. Gosto mais daquelas pessoas que agem por prazer. Que sabem que é instantâneo e ocasional. Não terei que mentir. Chamem-me puritano mas o facto mentir chateia-me……..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-5675634061301957960?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/5675634061301957960/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=5675634061301957960' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/5675634061301957960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/5675634061301957960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2010/05/corpos.html' title='Corpos'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-3289977197094467807</id><published>2010-05-03T14:18:00.001+01:00</published><updated>2010-05-03T14:18:37.469+01:00</updated><title type='text'>Sorte</title><content type='html'>Gostava de olhar para ti, sempre, com se fosse uma primeira vez. Gostava que tu me olhasses assim também. Gostava de sentir sempre, quando te toco, como na primeira vez que te tive. Que trocámos carícias e inventámos nomes para aquilo que nos estava a acontecer. Era uma novidade estranha e sincera. Entregue nós. Dois corpos inventados por mim e por ti. Gostava de te poder abandonar, assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrega-me a sorte, tu consegues, porque a vida já a levaste. Já não há nada aqui e eu não me arrependo, por vezes choro. Noutras alturas fico feliz. Noutras, ainda mais escuras, respiro, entrega-me a sorte.  A vida depois de nós é mais simples. É mais calma e entregue a mim, já sem a sorte de te ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-3289977197094467807?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/3289977197094467807/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=3289977197094467807' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/3289977197094467807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/3289977197094467807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2010/05/sorte.html' title='Sorte'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-9023669739939491128</id><published>2010-02-26T08:16:00.003Z</published><updated>2010-02-26T09:02:34.919Z</updated><title type='text'>É isto....</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-3cec7c8f8357f130" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v9.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3D3cec7c8f8357f130%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330383046%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D7AE747993329388416FF097D411745AF25A6887C.177DBBA8CB1FC5EE7F7CE52ABA2221ABF2376336%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D3cec7c8f8357f130%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DfOALUWLKJj08yqwG2qKGc2nuDJI&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v9.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3D3cec7c8f8357f130%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330383046%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D7AE747993329388416FF097D411745AF25A6887C.177DBBA8CB1FC5EE7F7CE52ABA2221ABF2376336%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D3cec7c8f8357f130%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DfOALUWLKJj08yqwG2qKGc2nuDJI&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-9023669739939491128?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/9023669739939491128/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=9023669739939491128' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/9023669739939491128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/9023669739939491128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2010/02/e-isto.html' title='É isto....'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-2366003657167325436</id><published>2010-02-18T12:51:00.000Z</published><updated>2010-02-18T12:53:00.162Z</updated><title type='text'>Gotas Parte I</title><content type='html'>Vem comigo. Vem.&lt;br /&gt;Dizia-me ao ouvido enquanto me dava a mão. Eu aceitei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, descobri que te amava. Estava perdida em relação a mim e a ti, encontrei-me no meio do vazio. Neste vazio há mais espaço para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No silêncio desta sala que  estava inundada com um cheiro aterrador, um sítio asqueroso para ali ficar. No entanto ele ficava, quieto entregue a ele mesmo e assim ficou. Alguns rostos invadiam-no. Assaltavam-no. Ele ficava. Vieram-lhe as memórias simpáticas de um dia feliz. Longe desta sala enublada e alimentada de bem estar com um cheiro horrível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voavam os dois num mundo supérfluo. Embriagado e insonso. Ele ganhava a vida vendendo sonhos, ela vivia a vida num sonho e assim se apresentaram. Ele mais experimentado num mundo selvagem, ela ainda virgem no querer e assim se encontraram. Para depois se afastarem, entregues a eles mesmos. Só assim sabiam sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sala tornava-se vazia, ia-se esvaziando num conta gotas urbano. E ali continuava interrompendo o seu voo nocturno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe. Disse-lhe um homem de meia idade enquanto abria passagem. Naquele instante , em que olhou com mais alguma vontade, viu o seu fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é muito melhor pessoa do que ele. Ele é falso, cobarde e um fraco. Ela sabe. Ele pensa que é diferente do quotidiano, ela sabe. Ela é muito melhor pessoa do que ele um dia será.  Lembrou-se disso e assustou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os falsos prazeres, aqueles mórbidos e mesquinhos que mantêm vivo. É aquilo que sou.  Os meus pensamentos foram interrompido por um beijo. O beijo tem este condão. O condão de nos manter sóbrios. A alma que fica ancorada neste corpo. Por ti e pelo teu beijo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-2366003657167325436?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/2366003657167325436/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=2366003657167325436' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/2366003657167325436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/2366003657167325436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2010/02/gotas-parte-i.html' title='Gotas Parte I'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-5492236823874361589</id><published>2010-02-18T12:50:00.001Z</published><updated>2010-02-18T12:50:55.074Z</updated><title type='text'>Vontades</title><content type='html'>As vontades cativas são doenças permanentes, vontades imberbes, assim. Furioso fico no meu canto, inanimado.  Eu estou aqui. Permaneço por aqui. Vou estar por aqui. Mais um dia que eu espero que passe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como te vejo? Como te imagino? A imaginação é inimiga da sobriedade. A tendência do declino fica por instantes, fica entregue a nós dois. Como a nossa vida entregue a nós dois. O amor que tenho para ti não cabe no meu peito, nem no meu corpo. Este amor que se dissolve em palavras, lentamente cresce nas minhas ideias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-5492236823874361589?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/5492236823874361589/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=5492236823874361589' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/5492236823874361589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/5492236823874361589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2010/02/vontades.html' title='Vontades'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-3786804698275961075</id><published>2010-02-06T22:17:00.001Z</published><updated>2010-02-06T22:20:06.897Z</updated><title type='text'>The End</title><content type='html'>"Este é o meu fim, já não vejo nada de útil nisto a não ser a minha auto destruição. Assim me despeço"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This is the end&lt;br /&gt;Beautiful friend&lt;br /&gt;This is the end&lt;br /&gt;My only friend, the end&lt;br /&gt;Of our elaborate plans, the end&lt;br /&gt;Of everything that stands, the end&lt;br /&gt;No safety or surprise, the end&lt;br /&gt;I'll never look into your eyes...again&lt;br /&gt;Can you picture what will be&lt;br /&gt;So limitless and free&lt;br /&gt;Desperately in need...of some...stranger's hand&lt;br /&gt;In a...desperate land&lt;br /&gt;Lost in a Roman...wilderness of pain&lt;br /&gt;And all the children are insane&lt;br /&gt;All the children are insane&lt;br /&gt;Waiting for the summer rain, yeah&lt;br /&gt;There's danger on the edge of town&lt;br /&gt;Ride the King's highway, baby&lt;br /&gt;Weird scenes inside the gold mine&lt;br /&gt;Ride the highway west, baby&lt;br /&gt;Ride the snake, ride the snake&lt;br /&gt;To the lake, the ancient lake, baby&lt;br /&gt;The snake is long, seven miles&lt;br /&gt;Ride the snake...he's old, and his skin is cold&lt;br /&gt;The west is the best&lt;br /&gt;The west is the best&lt;br /&gt;Get here, and we'll do the rest&lt;br /&gt;The blue bus is callin' us&lt;br /&gt;The blue bus is callin' us&lt;br /&gt;Driver, where you taken' us&lt;br /&gt;The killer awoke before dawn, he put his boots on&lt;br /&gt;He took a face from the ancient gallery &lt;br /&gt;And he walked on down the hall&lt;br /&gt;He went into the room where his sister lived, and...then he&lt;br /&gt;Paid a visit to his brother, and then he&lt;br /&gt;He walked on down the hall, and&lt;br /&gt;And he came to a door...and he looked inside&lt;br /&gt;Father, yes son, I want to kill you&lt;br /&gt;Mother...I want to...WAAAAAA&lt;br /&gt;C'mon baby,--------- No "take a chance with us"&lt;br /&gt;C'mon baby, take a chance with us&lt;br /&gt;C'mon baby, take a chance with us&lt;br /&gt;And meet me at the back of the blue bus&lt;br /&gt;Doin' a blue rock&lt;br /&gt;On a blue bus&lt;br /&gt;Doin' a blue rock&lt;br /&gt;C'mon, yeah&lt;br /&gt;Kill, kill, kill, kill, kill, kill&lt;br /&gt;This is the end&lt;br /&gt;Beautiful friend&lt;br /&gt;This is the end&lt;br /&gt;My only friend, the end&lt;br /&gt;It hurts to set you free&lt;br /&gt;But you'll never follow me&lt;br /&gt;The end of laughter and soft lies&lt;br /&gt;The end of nights we tried to die&lt;br /&gt;This is the end&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-3786804698275961075?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/3786804698275961075/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=3786804698275961075' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/3786804698275961075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/3786804698275961075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2010/02/end.html' title='The End'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-408272097417672353</id><published>2010-01-07T16:27:00.000Z</published><updated>2010-01-07T16:28:00.988Z</updated><title type='text'>Inércia</title><content type='html'>Eu não quero ser nada de relevante. Quero ficar aqui. Aqui. Aqui, preso ao meu silêncio e encostado na minha inércia. Esta inércia que de tão calma tornou-se um bem estar. Ouvem o meu silêncio. Eu consigo. E nele eu me entrego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que faço nos meus fins de semana? Espero que o tempo passe, encosto-me na minha solidão benigna e espero. Espero que o tempo me preencha. Espero que o tempo me convide a ficar em mim. Eu fico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-408272097417672353?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/408272097417672353/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=408272097417672353' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/408272097417672353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/408272097417672353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2010/01/inercia.html' title='Inércia'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-5115278800495471998</id><published>2009-12-15T17:13:00.001Z</published><updated>2009-12-15T17:15:59.037Z</updated><title type='text'>Quando as palavras faltam o olhar perdura</title><content type='html'>Agora não posso. Disse ela com um ar grave e sério. Numa, das muitas, tentativas imaculadas  de ser respeitada. O tempo passa. O tempo passa por eles. Ela virou-se. Ele ficou. Eles ficaram tão perto. Nos escombros fica um olhar. Quando as palavras faltam o olhar perdura. Comunicar por um olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim se esgotam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele encontrou-a. Ela já não tem tempo. Ela já não pode esperar. Ele espera. Ele pediu. Ela negou. Ele cerrou as mãos. Ele calou-se. Entrou no carro e seguiu viagem. Ligou a música. Gritou com essa música, aquela música que lhe dizia tanto. Ela gritava. Ele não ouvia. Olhou pela janela e viu o seu olhar grave e sério. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim se esgotam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as palavras faltam o olhar perdura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-5115278800495471998?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/5115278800495471998/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=5115278800495471998' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/5115278800495471998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/5115278800495471998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2009/12/quando-as-palavras-faltam-o-olhar.html' title='Quando as palavras faltam o olhar perdura'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-7631043132388638667</id><published>2009-07-31T20:43:00.002+01:00</published><updated>2009-07-31T20:44:11.993+01:00</updated><title type='text'>Agora tenho tempo</title><content type='html'>Sexta-feira, este é o meu ultimo dia de trabalho. Segunda estou de férias. Estas últimas semanas foram horríveis. Despedimento de alguns amigos, é triste dizer adeus a alguém. Definições de estratégias, novas regras e algumas decepções. O negativo é não desabafares com ninguém o que pensas. Numa outra noite escapou alguns comentários, entre o café nocturno, com a minha vizinhança. A vontade de dizer que a barra está pesada, que estou sozinho e tenho que resolver imensas coisas e que de alguma forma alguns postos de trabalho dependem disso. Resolver negócios importantes em nome da minha empresa. Nunca pensei que confiassem tanto em mim. Acaba por ser gratificante por as coisas tenderem-se a resolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol está a ir. Rapidamente será noite. Estou aqui. A vontade de ir parta casa cada vez é menos. Detesto o silêncio e o vazio e alimento desculpas mundanas. Mas quase gosto desta minha vida. Provavelmente a culpada és tu. Sim tu. Não estou a ver mais ninguém. Só o meu reflexo. Encontraste-me fraco, fácil e frágil e assim te apresentaste e eu aceitei, por enquanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adorei cada minuto contigo. Adorei o medo. A insegurança é profícua. Adorei dançar contigo no meio das luzes de Lisboa. Adorei descobrir que o peixe também é comestível dentro do pão. Adorei passear de mão dada. Adorei desejar-te. Adorei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro beijo……….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo que me mata, enfim. Descobri que tu és mais romântica do que eu. Descobri que tu és mais detalhista do que eu. Descobri que dentro da tua confusão eu sou mais confuso, é o normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me irrita foi ter visto um outro lado e agora voltar a esta inércia e silêncio. Não é justo. A justiça é imoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha tendência é sempre eterna, tende a afastar aquilo que aprecio, como defesa. Não é fácil lidar com aceitação mas sim com o inverso, esperarmos sempre o pior das pessoas, é o normal. Não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora não interessa, vou-me divertir a pensar em ti e ver fotografias com um breve até já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda estou de férias, tenho tudo planeado. Continuo numa área de serviço sem vontade de vontade de voltar para casa com uma esperança estúpida que ligues.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-7631043132388638667?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/7631043132388638667/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=7631043132388638667' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/7631043132388638667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/7631043132388638667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2009/07/agora-tenho-tempo.html' title='Agora tenho tempo'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-1544415386835985596</id><published>2009-07-08T19:03:00.001+01:00</published><updated>2009-07-08T19:05:33.298+01:00</updated><title type='text'>Ao amor da minha vida</title><content type='html'>Hoje, fui beber um café com uma amigo de longas datas. Penso que não me lembro de mim sem me lembrar dele e vice versa. Falámos de ti. A conversa veio do nada. Falei eu de ti. Ainda. Já passaram tantos anos e ainda se fala. Nada já te faz lembrar. Não tenho nada teu. Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de tu seres uma doença, para a qual eu não tinha cura. Uma dor cativa. Que eu aceitava sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu amigo perguntou-me se fosse hoje se seria a mesma coisa. Penso que não. O tempo mata-nos como te matou a ti em mim. Como me trucidou em ti. Tornei-me muito mais homem, não no sentido da palavra. Apenas mais isso. Frio. Mundano. Habituado a lidar com isso. Tu serias uma mais. Eu não quero que o sejas. Nunca o foste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramo-nos há pouco tempo. Ias com o teu filho, é parecido contigo. Como sempre dizes que não tens tempo. Acabámos a falar imenso. Tu estás como te recordo, reconheço que as minhas pernas já não tremeram. Reconheço que estava extremamente calmo, é aquilo que eu estava a falar.  Sereno. Tinha o controle completo da nossa conversa. Enquanto falavas lembrei-me de várias situações porque passámos. Se fosse hoje não seria assim. Tu, devias estar a pensar o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos tanto e agora somos nada. O meu mundo foi construído para um navegar calmo não para um mar revolto como tu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amei-te tanto que chegava a doer, mas nunca to disse. Nunca o demonstrei.  Fazia parte de uma imagem qualquer. Lembro-me de chegares ao pé de mim, nervosa, e dizeres-me que estavas grávida e eu perguntar de quem era o pai. Tu fugiste. Eu corri atrás de ti. Choraste. Eu não chorei. Nunca chorei. Passámos a noite sentados nuns degraus, a ver a auto-estrada, e a escolher o nome para o rebento. Desapareceste durante algum tempo. Tinhas ido a Espanha fazer um aborto. Eu, ainda ofereci-me para te pagar, negaste. Nessa noite recordo-me que morremos os dois. Andei perdido. Cometi loucuras. Desaparecemos um do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltámo-nos a encontrar várias vezes. Voltámos a tentar amar-nos várias vezes mas já não era o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo-me como te conheci, numa festa. Eu estava bêbado, era normal. Perdido em imagens de culto. Lembro-me que vi o teu olhar. Estavas acompanhada.  Contei até 20, ganhei coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei ao pé de ti, agarrei-te num braço e disse-te “Eu e tu, que tal?” Roubei-te um beijo e voltei costas. Ficaste parada. Eu parado. Olhámo-nos. O som desapareceu. Voltei costas para fugir. Fugi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde encontrei-te nas ruas da nossa cidade. Tu de uma margem eu de outra. Parámos. Olhámos. Continuámos. Ficámos longos minutos imóveis e estáticos na esperança que o outro avançasse. Ninguém avançou, pelo menos nessa noite. Numa noite fui ao cinema ver “What Happened to Harold Smith” e existe uma cena semelhante, lembrei-me de ti. Lembro-me sempre de ti quando vejo este filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo-me, quando decidi ir à praia em Maio. Tinha perdido o comboio para Setúbal. Estava irritado. Entro na estação, para comprar um bilhete, e choco contra uma pessoa. Eras tu. Ajudei-te a apanhar a mala. Ajudei-te a erguer. Ajudei-te. Estavas diferente. Tinhas o cabelo diferente, mas continuavas com o mesmo olhar. Um olhar de que vê coisas pequenas. Frágil. Tu és frágil. Vieste ao pé de mim e perguntaste-me se eu tinha visto a tua amiga. Eu perguntei como ela era, tu respondeste-me que não sabias, que ela era imprevisível. Eu fugi mais uma vez. Fizemos a viagem a olhar um para o outro e a evitares-me. No barco ofereceste-me um desenho e a tua companhia. Recordo-me que na viagem de regresso, no comboio, as luzes apagavam e acendiam e nós loucos. Agarrados. Recordo-me que no outro dia não sabíamos se devíamos ou não assumir algo entre nós. Foram dois anos. Muita coisa aconteceu, muita coisa boa e má.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana, sê feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-1544415386835985596?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/1544415386835985596/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=1544415386835985596' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/1544415386835985596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/1544415386835985596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2009/07/ao-amor-da-minha-vida.html' title='Ao amor da minha vida'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-5109172654274321534</id><published>2009-07-08T16:57:00.002+01:00</published><updated>2009-07-08T17:04:03.788+01:00</updated><title type='text'>Roda Fundeira</title><content type='html'>Venham por aqui perdidos no alcatrão&lt;br /&gt;entre estas curvas,&lt;br /&gt;que morrem em contracurvas.&lt;br /&gt;Observem as casas que se estendem na serra&lt;br /&gt;no cheiro do puro que invade esta terra&lt;br /&gt;nós cá esperamos-te no verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ruas já estão desertas,&lt;br /&gt;em cada esquina sobrevive uma história&lt;br /&gt;que se prende na nossa memória.&lt;br /&gt;Casas de pedra e ruas apertadas&lt;br /&gt;janelas partidas e pouco iluminadas&lt;br /&gt;não tenhas medo e entra por esta porta entreaberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um sorriso no ar&lt;br /&gt;uma vontade de te abraçar&lt;br /&gt;uma história para te contar&lt;br /&gt;e uma promessa de voltar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá no alto uma igreja&lt;br /&gt;abençoando o verde à sua volta&lt;br /&gt;com uma oração que se solta.&lt;br /&gt;Provavelmente encontramos-te na cascata&lt;br /&gt;ou na casa do centro&lt;br /&gt;com uma sede que se mata&lt;br /&gt;entre cansaço e cerveja&lt;br /&gt;numa noite que já vai longa e por aí eu entro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um sorriso no ar&lt;br /&gt;uma vontade de te abraçar&lt;br /&gt;com tanto por te contar&lt;br /&gt;e uma promessa de voltar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um sorriso no ar&lt;br /&gt;eu quero-te encontrar&lt;br /&gt;para te contar&lt;br /&gt;aquilo que ficou por contar&lt;br /&gt;e uma promessa de voltar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-5109172654274321534?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/5109172654274321534/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=5109172654274321534' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/5109172654274321534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/5109172654274321534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2009/07/roda-fundeira.html' title='Roda Fundeira'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-7446970717031414097</id><published>2009-07-07T10:14:00.001+01:00</published><updated>2009-07-07T10:14:34.607+01:00</updated><title type='text'>Os meus fins de semana</title><content type='html'>Na sexta feira acordei tarde, na noite anterior tinha ficado de pé. Andei durante a noite a passear pelos quartos e a ver televisão. Liguei a PS3 e ainda passei um nível no meu jogo preferido. Cada vez é mais difícil dormir, o corpo anda esgotado mas não consigo. Quando me levantei já tinha chamadas que mais tarde devolvi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui almoçar com o meu Director. Falámos de algumas previsões e outros projectos. Levei-o ao aeroporto, ele ia para o Luxemburgo. Numa das viagens dele encontrou uma namorada. Uma namorada no Luxemburgo. Gostava que alguém me fizesse abdicar do meu tempo ou que me  fizesse percorrer tantos km por alguém. Isso incentivou-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telefonei à secretária, informei-a que já não ia trabalhar. Qualquer assunto que me ligasse ou então que me enviasse um e-mail. Durante a minha viagem tive que parar num centro comercial para comprar roupa e resolver alguns assuntos. Qualquer dia vou trabalhar para um deserto. Fecho negócios através do meu portátil num deserto. Boa ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha viagem durou 3 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui passar o fim de semana na terra onde a minha mãe nasceu. É giro. Uma aldeia pacata que se estende no alto da serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aldeia estava em festa. Já não conheço muita gente. A maior parte desta terra perde-se na serra que a encobre e altera toda a sua vida. Descobri, no meio de várias conversas, que existiu uma revolução industrial no planeta e aqui existe uma revolução comercial. As casas que teimavam em cair e esta aldeia que estava a morrer a pouco e pouco, agora é razão de prazer de vários tipos de pessoas. Uns Alemães compraram uma casa, uns Ingleses, doidos, são agora meus vizinhos, se é que posso chamá-los de vizinhos. Uns macaenses, inacreditável, estão a fazer a maior casa da aldeia, que acompanha toda a ravina. Isto tudo pelo paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui visitar os meus avôs. Numa aldeia vizinha. Passar mais uns quantos Km de alcatrão e curvas. A energia eólica prolifera e desenvolve-se a uma velocidade terrível. Tirei umas fotos. Os moinhos fazem um barulho terrível. Encontrei um placar a informar que estava num concelho livre de energia nuclear. Livre de energia nuclear e de rede móvel. Dois dias sem telemóvel e sem internet, uma nova experiência.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estacionei o meu carro, as ruas são tão apertadas que acabei por riscá-lo. Fiquei irritado. Fui visitar a minha cascata. Tudo se mantém. Aqui, também está em curso uma revolução comercial. Fui visitar religiosamente todos os locais de culto, pelo menos aqueles que guardo alguma saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei na casa dos meus avôs, foi giro. Ainda aqui estão. O meu avô do alto dos seus 92 anos deu-me um abraço. Já não vinha aqui há algum tempo. A minha avó sempre irritada é tradição. Será que para o ano ainda por aqui andam? Eu vim de ti. Entrei no meu quarto. Está na mesma. Fizeram uma casa de banho no andar de cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sala, nenhuma foto minha, mas sim de festas locais e de outras pessoas. Não faz mal. Eu sou o culpado eu dediquei-me a outras coisas e cortei com muito. Pago o preço. O preço de fugir. Quando já não se pode voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí. Abandonei-os com promessas que voltaria. Guardo na imagem, o meu avô na rua com o braço no alto e eu a afastar-me.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-7446970717031414097?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/7446970717031414097/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=7446970717031414097' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/7446970717031414097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/7446970717031414097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2009/07/os-meus-fins-de-semana.html' title='Os meus fins de semana'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-5835530471490108262</id><published>2009-07-03T23:18:00.000+01:00</published><updated>2009-07-03T23:19:11.167+01:00</updated><title type='text'>Relações</title><content type='html'>PARTE I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dias atrás, vinha numa das minhas viagens, recebi uma mensagem que dizia “adeus Paulo”. Curioso. O adeus parece que soa a uma atitude definitiva. O “adeus”, torna tudo racional e concluído. Aproveito, agora e aqui, para te dizer adeus também e desejar-te uma boa vida, longe de mim. Porque a meu lado era complicado. As pessoas acabam sempre por se cansar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpa nunca te ligar a não ser para sexo, puro e duro. Desculpa nunca me lembrar do teu aniversário ou daquelas datas estúpidas como o primeiro beijo, primeira vez que saímos, etc. desculpa nunca querer saber dos teus problemas porque os meus já chegavam. Dos dias que ligavas porque me querias ver e eu arranjava milhões de desculpas que pareciam todas furadas. Depois já eras tu a fazer o mesmo. Eu pensava que era divertido. Tu pensavas que eu não sabia que tudo estava a chegar ao fim. É mais fácil virar as costas e aprender a ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo-me, agora, como és. Gostava do teu corpo e do teu rosto, eras uma boa companhia e fazias questão de pagar quase todas as despesas algo que eu aprendi a lidar com isso. Penso que te mostrei um outro lado do mundo, tudo diferente daquilo que conhecias. Fomos ao teatro, percorremos exposições, andámos em festas. Apenas tinhas um defeito, o teu Q.I. era demasiado curto, mas não se pode ter tudo, não achas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim aproveito-te para dizer, “Adeus, amiga”. Tenho a certeza de quando me vires na rua irás me falar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARTE II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naqueles dias que passamos encerrados no escritório, a ouvir várias pessoas a justificar os chorudos ordenados que ganham. Com gráficos a analisar o evidente. O passivo e o activo, adoro estes termos. As probabilidades. Faz-me lembrar a cadeira de estatística e probabilidade. Que se esbate com “estamos em crise”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No imenso ruído da reunião enviei uma mensagem para uma amiga que dizia “Hamburguer e motel?”. Ela respondeu a que horas. Eu disse-lhe 19.30. Ela contestou dizendo que não podia que tinha uma reunião, que só podia às 20.30. Assim ficou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou a reunião. Fui para o meu escritório. Sentei-me. Estive a despachar uns papeis. A analisar uns orçamentos, a introduzir uns dados. A fazer projectos. Eram 19.30 tinha tudo feito. Ainda tentei navegar na net. Tentei inventar algumas coisas para fazer, Deus é testemunha. Os gabinetes estavam vazios. O escritório escuro. Ainda fui beber uma imperial no café em frente. Acabei a discutir futebol com o Sr. Manuel. Um homem extremamente grande. Um grande adepto do Sporting eu sou do rival. As nossas discussões são sempre bastante cordiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para o relógio, 20.00h. Estava cansado, nem o prazer do sexo me fez levar a ficar. Mandei-lhe uma mensagem a dizer que já tinha passado a ponte portanto tinha que ficar para outro dia. Ela não me respondeu. Quando estava a estacionar o carro, já na minha casa, recebo uma mensagem a dizer “nunca mais me mandes mensagens, ok”. Eu, como sou uma pessoa muito bem educada, acatei o pedido desde logo. Nem lhe enviei um frio OK.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-5835530471490108262?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/5835530471490108262/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=5835530471490108262' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/5835530471490108262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/5835530471490108262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2009/07/relacoes.html' title='Relações'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-3661085965099928078</id><published>2009-07-01T06:31:00.005+01:00</published><updated>2009-07-02T11:37:43.065+01:00</updated><title type='text'>Capital Cinzenta, 1990</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Boa noite, nós somos os Descontaminação e viemos para descontaminar as vossas almas.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim eles se apresentavam. Os 5 “gaijos” da capital cinzenta. De calças coçadas, algumas rasgadas em zonas estratégicas, t-shirts baratas e casacos de cabedal inundados de zips. Olhares alucinados, como se desafiassem qualquer geração que eles mais tarde acabariam por se vender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O local era a zona de culto desta cidade. Hoje já não existe. No fundo da rua é uma igreja que profana um Deus qualquer, em frente, é um bar da moda. Naquela altura nós não éramos a moda, sim a rebeldia acabada em suor. Este suor que acabou em nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As luzes incandescentes davam uns efeitos giros, a malta, apertava-se e mexia ligeiramente a cabeça. O som, saía completamente abafado numas colunas enormes que se amontoavam no bar. Existia um palco para ficarmos ligeiramente elevados. Por trás umas cortinas que tapavam tudo o que era cabos e lixo. Por vezes esses recantos eram usados para o prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí começavam. Primeiro a bateria, depois vinham as teclas e por fim, logo de seguida, as guitarras distorcidas. Seguiam-se as palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Maria João&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Maria João&lt;br /&gt;Do meu coração&lt;br /&gt;Deixaste-me só, só na solidão&lt;br /&gt;Deixaste-me só, sozinho, agarrado àquilo que só tem uso com a mão&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Seguir-te-ei até te encontrar&lt;br /&gt;Pois no meu coração&lt;br /&gt;Haverá sempre lugar&lt;br /&gt;Um lugar para ti e para mais ninguém&lt;br /&gt;Ó Maria João&lt;br /&gt;Eu só te quero bem&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fugiremos os dois para o Japão&lt;br /&gt;Tu a pé coxinho e eu num foguetão&lt;br /&gt;E se um camião&lt;br /&gt;Atropelar a gente&lt;br /&gt;Morrerei a teu lado, morrerei contente&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ó Maria João&lt;br /&gt;Meu grande amor&lt;br /&gt;Deixaste-me só, entregue à dor&lt;br /&gt;Minha puta malvada&lt;br /&gt;Meu grande "estapor "&lt;br /&gt;Deixaste-me assim, minha desgraçada&lt;br /&gt;Quando te encontrar já não quero nada&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Maria João eu só te quero bem&lt;br /&gt;Tu estás longe e assim estou bem&lt;br /&gt;Maria João gostei de te conhecer&lt;br /&gt;Pois apesar de tudo adorei-te foder. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Maria João e eu &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu e a Maria João.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-3661085965099928078?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/3661085965099928078/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=3661085965099928078' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/3661085965099928078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/3661085965099928078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2009/07/capital-cinzenta-1990.html' title='Capital Cinzenta, 1990'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-1221583664964235918</id><published>2009-06-29T12:01:00.003+01:00</published><updated>2009-06-29T16:34:21.667+01:00</updated><title type='text'>A friend from Berlin</title><content type='html'>Entrei no parque de estacionamento do aeroporto. O primeiro piso estava completamente cheio, a abarrotar, desci para o piso inferior. Estacionei o carro e segui em direcção do local das chegadas. Vou esperar mais um director qualquer para termos mais umas reuniões inadiáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou a ficar cansado destas reuniões inadiáveis. A única coisa que vejo é o facto de cada vez ter mais trabalho e preocupações. Vou tentar ser simpático porque ele também se esforça para isso. Na adolescência era uma obrigação sermos amigos, até ao fim, dos nossos colegas de escola agora é com os amigos de trabalho. A vantagem de se trabalhar numa multinacional, além de várias condições, é o facto de viajares imenso e conheceres pessoas de vários locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avião como sempre estava atrasado. É a TAP. Bebi uns cafés, fumei uns cigarros, andava de um lado para o outro. Assisti aos regressos. Gostei. As pessoas correm para os braços de outras. Gritam, outras choram. Outras trazem sonhos na bagagem. O Amor é palpável. A distância molda a vontade, de ficar ou partir. Pais encontram os filhos, amantes finalmente se tocam. Tanto por dizer que se esbate num abraço ou morre num beijo. Nunca hei-de provar isto. Nas minhas viagens nunca tenho ninguém à minha espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio da multidão, entre oceanos de corpos encontrei um olhar. Reconheço que não tinha nada de mais interessante para fazer a não ser atender telefonemas. Tu encontraste o meu olhar. Nós encontrámo-nos num olhar. Ficámos neste olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto nos olhávamos, aproximei-me de ti. Tu baixaste o olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Também estás à espera do voo de Barcelona.&lt;br /&gt;- Sorry, I can´t speak in Portuguese.&lt;br /&gt;- That´s no problem, I can speak in several languages.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu sorriste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu calei-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos beber um café. Ela chama-se Christine, é Inglesa está em Portugal há 2 anos, adora o clima e a comida. Detesta a confusão. Tinha calças de gangas coçadas, uma t-shirt branca e o cabelo apanhado. Uns olhos enormes que quando me olhavam eu desaparecia mas teimosamente resistia ao ficar. Falavas imenso com as mão e quando tu notavas que eu não tinha entendido tu fitavas-me, foi giro. Sentados, aprendia a observar-te. A multidão calava-se para nós. Adorei o teu rosto, que ficava livre do teu cabelo, as sardas eram-te simpáticas. Adorei o tempo que perdemos. Eu disse-lhe o que estava aqui a fazer. Tu disseste-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I´m waiting a friend from Berlin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A friend. O que é um friend. O friend ou a friend? Tive para perguntar mas calei-me. Tive vontade de te ter mais mas contive-me. Toquei-te e tu sorriste. Que raios é um friend. Estes ingleses que tem a mania de subjectivar tudo. Eles tem que definir as coisas. Se fosse o friend seria o boy friend, não? Já pensaram nestas situações. A incerteza é cruel. Na duvida permaneço quieto. Não fomos talhados para a incerteza. Eu pelo menos não fui. Sou demasiado frio e calculista. Esses teus olhos enormes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou o friend, afinal era uma friend. Vieste ter comigo deste-me um beijo e agradeceste-me o facto de te ter ajudado a passar o tempo, quando eu queria que tu ajudasses a passar o meu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto te afastavas olhavas-me  e dizias-me adeus…….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã vou lá estar à mesma hora na esperança que estejas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-1221583664964235918?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/1221583664964235918/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=1221583664964235918' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/1221583664964235918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/1221583664964235918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2009/06/friend-from-berlin.html' title='A friend from Berlin'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-2250151505776166528</id><published>2009-06-18T11:35:00.000+01:00</published><updated>2009-06-18T11:36:38.978+01:00</updated><title type='text'>Um tempo lento</title><content type='html'>São 2,30h da manhã. As palavras já não fluem como deveriam fluir. As ideias não tem muito nexo, não faz mal. Ninguém se importa com isso. Dou por mim a escrever. A escrever palavras sujas, todas as palavras são sujas, todas, tudo o que se ergue entre mim e este vazio. Vazio em mim. Assim me calo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passa devagar e lento……&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vens aqui hoje? Eu não. Divirto-me a passar o tempo. Por mim.&lt;br /&gt;Tudo passa. Os rostos nunca ficam e os nomes aprende-se a esquecer. Já me esqueci de nós, se existiu um nós entregue a mim. Deixei-me morrer em ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passa devagar e lento……&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou vida. Eu sou tudo aquilo que aprendi a odiar. Menos tu. Apago a luz, encosto-me na parede. Sento-me. Silêncio. Assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã vou tomar algumas resoluções importantes. Amanhã vou aprender a respirar pela boca. Amanhã vou pedir desculpa a mim próprio. Amanhã vou ligar-te e dizer qualquer coisa no lugar de ouvir. Amanhã vou aprender a viver este tempo que passa devagar e lento por mim. Amanhã porque hoje vou dormir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-2250151505776166528?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/2250151505776166528/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=2250151505776166528' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/2250151505776166528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/2250151505776166528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2009/06/um-tempo-lento.html' title='Um tempo lento'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-2963567632239174222</id><published>2009-05-12T17:31:00.000+01:00</published><updated>2009-05-12T17:32:02.461+01:00</updated><title type='text'>Amor de Verão</title><content type='html'>&lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="OLE_LINK1"&gt;Estou numa área de serviço, liguei o meu portátil e resolvi aproveitar a rede sem fios, e lembrei-me de escrever. Escrever com calma e com vontade. Recordei-me de ti. Do que estás a fazer agora, com quem estás por agora e do que pensas agora. Eu penso em ti.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segurança da indiferença e do poder do anónimo aqui escrevo sobre nós os dois. Sei que jamais me irás ler ou reler ou atreveres-te a me procurar e assim me sacio. Lembras-te das cascatas e do puro silêncio do rio. O vento que teimava em maltratar os nossos cabelos, o calor sufocante e anestesiante em nós. O primeiro beijo. O primeiro toque. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira paixão que se tornou forte em nós. O ver-te com outras pessoas e eu sempre indiferente. O reverso da medalha. Aprendemos a lidar com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu te tivesse aceitado. O que seria de nós. Se eu te tivesse cedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gozo de te rejeitar quando me tu me tinhas feito o mesmo, foi mais forte. Demasiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passaram uns 15 anos. Sempre que passo pela rua onde trocámos juras de amor, paro. Onde. Inspiro este meu ar que rareia. Espero que isto passe. Dediquei-te uma canção escrevi-te um poema. Enquanto te olhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembras-te quando vieste ter comigo e pediste-me desculpa por gostares de me magoar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu beijei-te. O teu beijo magoava-me muito mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-2963567632239174222?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/2963567632239174222/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=2963567632239174222' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/2963567632239174222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/2963567632239174222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2009/05/amor-de-verao.html' title='Amor de Verão'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-8716613455851594550</id><published>2009-04-16T12:22:00.001+01:00</published><updated>2009-04-16T12:22:33.829+01:00</updated><title type='text'>Puzzle</title><content type='html'>1,2,3 Acção. Silêncio, diz o homem dos óculos escuros. Vamos. Vira-te. Olha. Salta, não, agora não, depois. Finge. Chora, isso é muito. Calma, espera, agora. Grita. Grita que eu calo-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encostei-me na parede. Olhei. Sim. Por aqui nada de novo ainda não aprendi a gritar. Nada de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem fui jantar com uns amigos de naufrágio. A história é sempre a mesma, nada se repete. Os náufragos comprometidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois fugi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És feliz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acção. Take 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És feliz?&lt;br /&gt;Hoje não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambições?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agarro-te pela mão, sentiste?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu, permaneces sentada a observar-me. Agarro-te, puxo-te com força e roubo-te um beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra vez. Pode ser que resulte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És feliz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu carro é vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente ando de fato e óculos escuros. A minha vida é um puzzle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltas tu………..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-8716613455851594550?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/8716613455851594550/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=8716613455851594550' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/8716613455851594550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/8716613455851594550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2009/04/puzzle.html' title='Puzzle'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-2742117457694323535</id><published>2009-03-11T15:49:00.000Z</published><updated>2009-03-11T15:50:14.938Z</updated><title type='text'>Perder-te em bocados</title><content type='html'>A ideia de te perder é dolorosa. A ideia de te deixar de ver, também. A ideia que nunca mais saberei nada de ti não é nada simpática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tinha vontade de ficar, assim. Perto. Bem perto. Demasiado perto. Tão perto que nenhum espaço podia ficar a mais. Apenas o meu vazio em ti. Fica comigo, enquanto há barulho nas ruas. Fica. Peço-te que te deixes ficar, que eu vou tentar arranjar tempo. O tempo que me falta e escasseia. Entretanto acendo um cigarro e observo-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vazio irá ficar maior. Já não te procurarei nos corredores. Já não invento desculpas estúpidas para te poder acompanhar. Já não procuro o teu carro na estrada. Já não fico livre para te incomodar. Já não partilho o elevador contigo. Já não te provoco mais. Vês, o meu mundo empobreceu, assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tantas palavras que faltam. Tantas palavras que te podia dizer que morrem no meu silêncio. Não farei nada para alterar isso. Jamais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto tu te irás afastar eu vou estar encostado a uma esquina qualquer com as mãos nos bolsos. A fumar um cigarro e de óculos escuros. Digo-te adeus e farei de contas que nada me afecta. Desejo-te sorte e um breve até um dia. E quando nos encontramos na rua provavelmente iremos baixar os olhos e simular que não nos vemos ou então olharemos para uma montra qualquer até que o outro passe. O jogo é sempre o mesmo. Sempre com uma vontade de correr até ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  ideia de me esquecer de ti é horrível, não deixes que isso aconteça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-2742117457694323535?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/2742117457694323535/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=2742117457694323535' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/2742117457694323535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/2742117457694323535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2009/03/perder-te-em-bocados.html' title='Perder-te em bocados'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-7812697832179569297</id><published>2009-02-19T14:39:00.000Z</published><updated>2009-02-19T14:41:24.718Z</updated><title type='text'>O que fazes quando estás longe de mim?</title><content type='html'>O que fazes quando estás longe de mim?&lt;br /&gt;De ti.&lt;br /&gt;Sim. É importante saber.&lt;br /&gt;Porquê.&lt;br /&gt;É importante saber se é mais interessante sem ou com.&lt;br /&gt;Porque te queres magoar.&lt;br /&gt;Nada me magoa.&lt;br /&gt;Nada?&lt;br /&gt;Sim.&lt;br /&gt;O vazio é o mesmo.&lt;br /&gt;Vazio?&lt;br /&gt;Esta sensação de estar perto de tudo e longe simultaneamente. Uma dor que esquece. Um corpo amorfo. Um ruído no meu mar. Pensamentos. Sabes que eu penso imenso.&lt;br /&gt;Não. Não sabia. Em que pensas?&lt;br /&gt;Nada de novo. Memórias. Histórias invertidas. Por vezes faço corridas com os carros nas ruas. Observo matriculas. Conto os candeeiros. Já notaste que a distância é sempre a mesma e sempre na mesma posição.&lt;br /&gt;Sim.&lt;br /&gt;Por vezes ganho coragem e molho o meu rosto na areia salgada. Noutras alturas divirto-me a que me encontrem. Já te encontraram?&lt;br /&gt;Por vezes.&lt;br /&gt;Escrevo. Ideias para finalizar o meu livro ou o meu projecto individual do fracasso, como lhe chamo. Fico feliz comigo mesmo por permanecer honesto. Preso em mim e a mim. E tu o que fazes quando de te deixo sozinha?&lt;br /&gt;Aprendo a amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“se me tocas prefiro a morte”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim ela se afastou. Assim eles se afastaram. Assim. Esta cidade cinzenta cheia de histórias vermelhas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-7812697832179569297?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/7812697832179569297/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=7812697832179569297' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/7812697832179569297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/7812697832179569297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2009/02/o-que-fazes-quando-estas-longe-de-mim.html' title='O que fazes quando estás longe de mim?'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-6091117207804606650</id><published>2009-02-18T12:23:00.001Z</published><updated>2009-02-18T12:23:25.672Z</updated><title type='text'>Sento-me</title><content type='html'>Vem. Entra. Aqui. Sim, aqui. Não olhes para o lado, não vale a pena. Enquanto espero sento-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei encontrar o óbvio, obviamente não foi possível. Não é exequível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na nossa vida aprendemos a jogar. O jogo torna-se uma arte. Uma aprendizagem inatingível. Jogar pelo prazer. Ver o que se perde e o que se pode ganhar, com algumas regras mas sempre pouco claras. Invadir o espaço de outras pessoas e sair. Sair com algum estilo. Por vezes torna-se difícil. O segredo é sair sempre. O timing é complicado definir mas encontra-se sempre algum motivo. Ou palavras que se trocam, geralmente os advérbios são excomungáveis, ou sentimentos que se excedem, aquela vontade de entrar em corpos ou a ridícula vontade de ficar. A vontade de ficar é ambígua. Imatura e deserta. Ficar para quê? Nunca percebi. Ali ficamos, acabamos por vegetar ou como um animal qualquer na esperança de uma festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As memórias são sempre traiçoeiras, se não possuímos nada de relevante o importante é imaginar. Mentir. Mentir por hobby. Eu dou um exemplo, lembraste daquela vez……… interromper rapidamente e negar tudo com convicção. Quanto mais afirmativo melhor. E assim aprende-se a sobreviver. Se é a melhor maneira, provavelmente não. Se é justo definitivamente não. Se é sóbrio, nem o respirar é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto escrevo ideias, ideias graves e estúpidas, tu estás tão perto. Tenho vontade de atravessar o corredor e te bater á porta. Vontade de te ir incomodar só para ver esse sorriso. Vontade de te dizer o que quero e que posso sentir. Por isso sento-me e espero. Espero que as vontades passem. Assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vou-me embora para mais umas reuniões inadiáveis e uma montanha de chamadas, amanhã quando te ver, incomodo-te.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-6091117207804606650?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/6091117207804606650/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=6091117207804606650' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/6091117207804606650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/6091117207804606650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2009/02/sento-me.html' title='Sento-me'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-3449869733500804202</id><published>2009-02-16T19:54:00.003Z</published><updated>2009-04-22T12:04:46.783+01:00</updated><title type='text'>De regresso a casa</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-debaae068580ab30" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v6.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3Ddebaae068580ab30%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330383046%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D73B94D8FE4D1190C43D27F4DF1ADA9AE05126C9.66F8C94503B9D56E90D8AD9C6E4EF4316343B0DA%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Ddebaae068580ab30%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DQ6ccLe3NZfOlU2K_-e34ovhFvBU&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v6.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3Ddebaae068580ab30%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330383046%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D73B94D8FE4D1190C43D27F4DF1ADA9AE05126C9.66F8C94503B9D56E90D8AD9C6E4EF4316343B0DA%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Ddebaae068580ab30%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DQ6ccLe3NZfOlU2K_-e34ovhFvBU&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-3449869733500804202?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=debaae068580ab30&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/3449869733500804202/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=3449869733500804202' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/3449869733500804202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/3449869733500804202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2009/02/blog-post.html' title='De regresso a casa'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-159375903462257471</id><published>2009-02-12T10:46:00.001Z</published><updated>2009-02-12T15:36:14.877Z</updated><title type='text'>Para ti</title><content type='html'>Para ti,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ti que eu sei que ainda me visitas e me lês, eu faço o mesmo. Para ti que ainda te escondes nesses teus braços. Para ti, ainda meu amor. A distância faz-nos tão bem. Não concordas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo-te sem máculas nem ambições, apenas para te contar como são os meus dias. Estes meus dias em que passo longe de ti. Longe e cada vez mais distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passaram muitas pessoas. Já conheci imensas pessoas. Continuo a viajar imenso. Continuo sem tempo para nada a não ser viver minuto a minuto. Tornei-me um exemplo fraco e sem credibilidade da geração rasca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpa. Desculpa, porque não tive coragem que tu me amasses. Não tive coragem, nem força que tu derrubasses o meu muro. Tão alto e forte que ele era. Continua a ser o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo que senti contigo nunca o senti com ninguém, também não o procuro. Ainda me recordo, com prazer, dos tremores, da chuva, do primeiro beijo, do tempo que passava, das indefinições, da insegurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda me recordo dos teus olhos enormes, escuros e redondos, do teu cabelo preto, das tuas palavras e o teu medo. Medo. Medo de suportares o facto de me amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso te dizer que o que senti contigo nunca tinha experimentado antes e assustou-me. Sê feliz noutros braços os mesmos que te tiram de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-159375903462257471?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/159375903462257471/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=159375903462257471' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/159375903462257471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/159375903462257471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2009/02/para-ti.html' title='Para ti'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-2795851220237706457</id><published>2009-01-26T11:11:00.001Z</published><updated>2009-01-26T11:50:10.758Z</updated><title type='text'>Paixão segundo as condições</title><content type='html'>Paro o meu carro, estaciono o meu carro, aquele que já não é azul e virou vermelho. Ligo para um amigo. Combino um café. Ele vem ter comigo. Olhámo-nos. Falámos tudo o que nos dava na gana. Dissemos mal de diversas situações. Sim porque temos uma atitude crítica em relação à sociedade mas continuamos diletantes. Distantes. Passando despercebidos a maior parte do tempo. Um part-time á margem. Subo para o meu pedestal, imberbe. Depois deste vazio só um outro vazio ainda maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O átrio é engraçado. Umas palmeiras embelezam o local. A calçada já gasta. Uma esplanada. Tudo perfeito e exacto, como o tempo. Vou baptizar este local do meu tempo. O meu tempo. Nos bancos de jardim casais trocavam promessa de amor. Do outro lado um homem já com alguma idade e de roupas gastas estacionava os carros e pedia dinheiro. Umas mulheres encostavam-se às grades gesticulando conversas de ocasião. Outros trocavam olhares. No fim do largo um café. Escondido entre vidros. Vidros translúcidos, obscuros que se tapavam com umas cortinas azuis. Reconheço que o azul se dá bem com o vidro. Seguimos por este caminho, ladeado por palmeiras, em direcção ao café. Tirei o maço de tabaco e acendi um cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu amigo empurra a porta. A porta não abre. Eu fumava um cigarro, não me preocupei muito com isso. A porta continuava a não abrir. A situação tornava-se cómica. O meu amigo enorme empurrava com força e a porta não abria. Até que do outro lado, alguém ajudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficámos congelados a olhar um para o outro. Congelámos o tempo. Foram aqueles olhos. O meu amigo interrompeu-nos. Comentou algo como; então. Continuámos a falar. Eu já não ouvia. Fui uma péssima companhia. Continuamos a trocar olhares gratuitos. Em troca da imaginação. Despedi-me com um até já e ela com até à próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos por milhares de pessoas. Cruzamos olhares com milhares de pessoas. De repente um clik. Um interruptor que liga. Um relé que atraca. Fica-se sempre com aquelas perguntas desnecessárias, e se? E se lhe tivesse perguntado? E se lhe tivesse dito? O mais fácil é nunca fazer nada. O nada é perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque aquele olhar marcou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque ficamos a pensar nas diversas possibilidades?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquecia-me de dizer como ela é. Morena, linda. Olhos azuis escondidos nos meus castanhos. Completamente alucinada, indecisa, insegura. A insegurança sempre me fascinou. Perdida entre os vidros. Aquele ar. Esqueci-me de lhe perguntar o nome.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-2795851220237706457?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/2795851220237706457/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=2795851220237706457' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/2795851220237706457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/2795851220237706457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2009/01/paixo-segundo-as-condies.html' title='Paixão segundo as condições'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-6561034539706746256</id><published>2008-11-19T16:57:00.001Z</published><updated>2008-11-19T16:57:43.724Z</updated><title type='text'>Antes &amp; Depois</title><content type='html'>Alguém como tu e eu. Assim que aprendeu a flutuar neste ar. Um ar carregado de sal. A morfina. Injecta-me essa agulha que mergulha em mim. Continua. Toma-me de assalto. Eu paro. Por ti e por mim. Aqui flutuo. Ofereço-te o meu beijo. Sereno em carne. Olha para mim, eu estou aqui e tu nem por isso. Já sabes o meu nome? Eu ainda me lembro do teu. Fica, enquanto com essa agulha me assaltas o braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mim o que seria? Antes de mim. Aos amores de sempre, apenas mudam as caras, eu me entrego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toquei-te, sentiste?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei-te, demoraste tempo a reagir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o teu mundo eu me ergo. Braços estendidos. Eu falo de nós. Haverá sempre um nós. Antes e depois. Antes de mim e depois de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha. Para onde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, vi o que não queria ver. Não fechei os olhos. Não cerrei as mãos. Fiquei entregue ao antes e depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subitamente paro. Analiso o meu espaço. Analiso as vontades e aqueles amores que apenas mudam de rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei naquele lugar. Abri a porta. Empurrei a madeira. Acendi a luz. Já não estás lá. Nem mobílias a decorar. Apenas o vazio. Por isso gosto mais. Brinco com o eco. Grito. Tenho que arranjar uma televisão e partir os espelhos que restam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estás?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-6561034539706746256?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/6561034539706746256/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=6561034539706746256' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/6561034539706746256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/6561034539706746256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/11/antes-depois.html' title='Antes &amp; Depois'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-2643855981247171836</id><published>2008-10-02T15:25:00.000+01:00</published><updated>2008-10-02T15:26:05.353+01:00</updated><title type='text'>Geração Coca-Cola</title><content type='html'>&lt;em&gt;“Senhores passageiros começámos a descer em direcção de Lisboa e aterramos dentro de 20 minutos. Está sol e a temperatura é de 18º. Desejamos-lhe um resto de boa viagem, muito obrigado.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma viagem está a acabar. Mais uma vez vou chegar à minha pátria e não tenho ninguém há minha espera. Nunca irei provar a sensação de ter alguém para me abraçar. O correr para os braços de alguém. O meu nome a ser pronunciado. Um amo-te, a qualquer hora. Apenas o meu olhar quando percorro os corredores em direcção à porta. Apanho um táxi em direcção do meu carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem de regresso é sempre detestável. Fecho os olhos. Tento simular o sono. Por vezes há alguém interessante a bordo, troca-se olhares e por aí fica-se. Normalmente apanha-se turbulência em pleno ar, nesta altura do ano é normal. A hospedeira sorriu para mim, deu-me um jornal e de amiúde vem perguntar-me se desejo mais. Vou encostado à janela. A meu lado vem um coca-cola qualquer empertigado. É detestável observar estes coca-colas sempre a tentar gozar de uma imagem que não é a dele. Não conversam, não sorriem, sempre a tentar mostrar um grau de superioridade qualquer que se torna ridícula. Acreditem que estão como eu, não há ninguém há espera deles. Apanham o táxi e pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trago na minha mala mais um plano infalível. Que redunda num sim ou num não. Novas teorias de mercado que irá revolucionar Portugal. Então, porque raio, estou por aqui e assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-2643855981247171836?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/2643855981247171836/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=2643855981247171836' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/2643855981247171836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/2643855981247171836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/10/gerao-coca-cola.html' title='Geração Coca-Cola'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-7363455068200115030</id><published>2008-09-22T17:20:00.001+01:00</published><updated>2008-09-22T17:20:40.398+01:00</updated><title type='text'>Semanas</title><content type='html'>A semana que passou cansou-me. Cansei-me de mim. Cansei-me de dormir em hotéis. Comer em restaurantes previamente combinados. O facto de reservar uma mesa para o jantar. Quando chegamos já temos tudo preparado, escolhemos entre aquilo que nos querem oferecer. Reconheço que a melhor refeição foi nas praias de Barcelona às 5 da manhã com uma fatia de pizza na mão. Com muito queijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci pessoas que jamais irei ver e elas sabem disso também. Dei-me em camas onde jamais me irei deitar. A facilidade de tudo é impressionante. O que se quer é uma conversa, apenas isso. Penso que o medo é o de morrer nessa noite. Morrer sozinho. A ideia é horrível. Assim, com os dentes cerrados, fecho a minha mão em ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci a Verónica, uma Colombiana, que trabalha numa discoteca de nome operium. Hablamos y intentamos cerrar los ojos, mirando lo mar. Jamais te verei. Mas sei quais são as tuas ambições e sonhos, espero que os realizes. Um dia te procurarei e contas-me. Gostei de partilhar contigo uma fatia de pizza sentado na areia. Não resisti ao resistir-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conquistámos a Áustria nas Docas de Lisboa. Entre pratos de carne e copos de vinho. Estavam de férias há 2 semanas. Vinham do sul para o norte. Para elas era a última noite, para nós era a primeira por cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jantei na foz do Porto, nas esplanadas junto á praia, a ver o Douro entrar pelo oceano. Nunca simpatizei muito com esta cidade cinzenta mas este jantar mostrou-me outro lado que não conhecia. Depois fui dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas semanas que me desgastam. Estas semanas que me matam e fazem-me passar longe de ti. O amor que te trago não foi feito por mim, foi feito para nós. Com este medo que um dia bate à tua porta e a cama esteja vazia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-7363455068200115030?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/7363455068200115030/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=7363455068200115030' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/7363455068200115030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/7363455068200115030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/09/semanas.html' title='Semanas'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-5727349774895233785</id><published>2008-09-11T19:41:00.000+01:00</published><updated>2008-09-11T19:42:49.469+01:00</updated><title type='text'>Um almoço de negócios</title><content type='html'>O almoço seria, supostamente, de negócios. Relembraram-se disso, antes, durante e depois. Já tinham combinado, este almoço, várias vezes. Nunca tinha sido possível. A maior parte das vezes por desculpas desnecessárias. Eu penso que foi por falta de coragem ou medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coragem de estar frente a frente. Medo por tudo o que podia acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontraram-se num parque de estacionamento. O parque estava a abarrotar. Assim é mais fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não te conhecia. Tinha-te encontrado durante as minhas férias para falar sobre um assunto qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tinha passado mais de um mês, entre mensagens e telefonemas. Reconheço que as minhas chamadas eram sempre mais frias e impróprias que podia conseguir. Sempre com um discurso demasiado sério a tentar resolver os problemas que se deparavam e alertar para o que estava a acontecer. De vez em quando pedias-me ajuda e eu ajudava. Agradecias-me, sempre que possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não conhecia o teu carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava parado. Arranquei. Seguiste-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parámos num restaurante da moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinhas, linda, recordava-me disso. Linda. A pele mais queimada pelas férias. Cabelo esticado. Aspecto cuidado. Eu, nem por isso. Cabelo despenteado e uma camisa que colava no peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos. Cumprimentámo-nos. Perguntaste-me se era este o local que tinha falado. Eu respondi que não. Então olhas-me e perguntas porque vínhamos aqui. Eu apenas disse que pensava que era daquilo que ela gostava. Moda. Aparências. Ela disse que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convidei-te a entrar no meu carro. Entraste. Seguimos viagem. Tu falavas e eu ouvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telemóvel nunca parou de tocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentámo-nos à mesa. Eu pedi por ti, tu aceitaste isso. Escolheste o vinho, eu aceitei isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa levou-nos a anos luz disto tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhávamos nos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fingimos que nada acontecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As garrafas continuavam a rolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri que os teus gostos são os meus. Descobri que frequentávamos os mesmos sítios. Descobri que tu não és nada daquilo que mostras ser. Descobriste que eu não sou nada daquilo que aparento ser.&lt;br /&gt;Adoraste a escolha. Adorei a companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei-te no teu carro. Olhámo-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telemóvel não parava de tocar e tinha reuniões inadiáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não falámos de negócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não falei de nada de pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo é sempre errado quando nos encontramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não nos telefonámos depois do almoço de negócios, quando tínhamos que falar todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não vou ligar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando já sei que nada pode acontecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-5727349774895233785?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/5727349774895233785/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=5727349774895233785' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/5727349774895233785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/5727349774895233785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/09/um-almoo-de-negcios.html' title='Um almoço de negócios'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-9206657056076930640</id><published>2008-09-08T16:39:00.003+01:00</published><updated>2008-09-10T01:09:02.633+01:00</updated><title type='text'>A Rita porta-se bem</title><content type='html'>Um pouco de mim fica todos os dias lá. Contigo. Tu sabes disso. Quando te vou buscar e entras no meu carro. Já tenho o teu cd preparado no auto rádio. A faixa é sempre a 17. Cantamos os dois. Olho para trás, lá estás tu sentada, com um biberão na boca. E a chorar. Enquanto choras dizes............&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rita porta-se bem…………….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contas como passas o tempo na minha ausência. Contas-me como se chamam os outros miúdos da tua sala. Até já fizeste um desenho para mim. Reconheço que não me reconheci nele, mas guardei-o onde vou guardar os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rita vai portar-se bem…………….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegámos, tiro-te do carro. Vou buscar a tua mochila. Pedes colo. Eu dou-te colo. Subimos os degraus e choras. Vamos passear. Fumo um cigarro. Bebo um café. Acompanhas-me e falas que queres ir com o pai trabalhar. Explico-te que é impossível e tens que ficar. Ficar ali, longe de mim. Ofereço-te uma fotografia. Quando tiveres saudades olhas e dás um beijo que assim sempre estarei contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rita porta-se bem……………&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntas-me se não me esqueço de te ir buscar e eu respondo-te que nunca. O teu medo é que me esqueça de ti. Despeço-me de ti e digo-te adeus quando estás à janela. Dói-me as horas que passo longe de ti. Quando o meu medo é que tu te esqueças de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-9206657056076930640?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/9206657056076930640/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=9206657056076930640' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/9206657056076930640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/9206657056076930640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/09/rita-porta-se-bem.html' title='A Rita porta-se bem'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-3796150532918449503</id><published>2008-09-08T16:18:00.001+01:00</published><updated>2008-09-08T16:18:31.972+01:00</updated><title type='text'>2ª Pessoa do singular</title><content type='html'>Dói-me a cabeça. Hoje, definitivamente, não é o meu dia. Não é o meu dia, semana, mês e ano. Um azar susceptível a mal olhados acompanha-me. De momentos a momentos olha para mim e convida-me a beber um copo. Este monstro de ilusão. Perdido, por aqui, lado a lado. Disseram nas notícias que o sol voltaria. Os raios de luz invadiam o nosso espaço. Alguém pediu? Quero que a chuva volte, menos o vento que me incomoda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas. Sim, aqueles seres que baloiçam ao nosso lado. Tem uma tendência mundana de nos tratarem por tu. Primeiro começa-se com um sr., depressa passa-se para a fase de dizer o nome próprio mas com um você à mistura. Do género, Rui olhe para aqui ou Ana o que você me obriga a fazer. Assim. Quando se passa para aquela fase do  tu. Primeiro toma-se algumas reservas e cuidados. Depois avança-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos tratamos por tu parece que conquistámos uma guerra qualquer. Levámos de vencida um corpo e uma vontade. A alegria de falar uns com os outros muda. Já se troca anedotas. Falamos de vontades e desejos. Até compartilhamos desabafos sobre árbitros e golos que não entraram. Elogiamos a indumentária e troca-se um piropo perdido. Chegamos ao cúmulo de trocar frases pouco abonatórias de cariz pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é assim, porque não se passa logo para a fase do tu. Porque não? Qual é a razão. As fases que tem de se ultrapassar? Se aquela pessoa é mais digna de confiança do que eu? Se será que ela merece? Poderá parecer mal devido ao que os outros pensam? Mas, aí partiríamos para a complexa observação das maiorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas minhas férias, no local onde estive a pernoitar. Partilhei a minha piscina com um casal, que deveria ter a minha idade, que tratava os filhos por um poderoso você. Eles retribuíam com a mesma moeda. Imagino aquele filho falar com o pai sobre a primeira expressão de sentimentos com ele. Poderoso, não? Ou então a informá-lo que bateu com o carro, divinal não? Ou então que tinha intenção de sair de casa com uma mochila para ver o mundo de outra forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, geralmente facilito sempre. Quando me chamam por você, senhor ou um outro título qualquer eu recordo que é pela segunda pessoa do singular que gosto de ser tratado. Se o souberem poderá ser pelo nome, cada vez menos pessoas se lembram dele, mas isso não importa. Irrita-me quando aqueles mesmo depois de ouvirem isto continuam com um poderoso você a tentarem manter uma distância que eu não quero encurtá-la.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-3796150532918449503?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/3796150532918449503/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=3796150532918449503' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/3796150532918449503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/3796150532918449503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/09/2-pessoa-do-singular.html' title='2ª Pessoa do singular'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-5782359081811011301</id><published>2008-09-05T12:07:00.002+01:00</published><updated>2008-09-05T12:14:37.743+01:00</updated><title type='text'>Eu e tu, que tal?</title><content type='html'>Em tons de negro eu me exibia, assim me deleito nesse teu silêncio. Calei-me em mim. Fugi daqui para escapar do escuro. Em breve eu hei-de saber que te encontrei. Em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade que nos rodeia e absorve as poucas horas que nos restam, são poucas que nos escapam por entre os dentes. Queria te dizer ou contar aquilo que tu não sabes. Cada rua é sangue, já as pisei todas. Umas vezes acompanhado mas quase sempre isolado. Perdido por aí. Fugir daqui para escapar do escuro. Os copos continuam cheios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje trouxe um papel para tirar fotografias, recordo-me de como era difícil de fotografar o meu mundo a cores. As cores nunca abundavam, desisti disso entre a calma do teu silêncio. Ali jaz um corpo imberbe no meu sorriso. Já sem luz e sangue enfrentei a tua dor na minha. Fujo daqui. Viste, enche-me o copo com uma gargalhada silenciosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As calças já estão coçadas e gastas, como eu. De copo vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agarro-te a mão, toco-te com um olhar e falo-te em dialectos. Que bom, estar aqui. Ter-te como aliada por uma noite. Não nos podemos tocar a não ser em caso de extrema necessidade, tal como apoiar-te numa queda, ou ajudar-te uns degraus a subir o teu vestido e dar-te um café. Fugimos daqui, com os copos vazios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui é o mar, o meu mar. escuro e poluído como eu. Frio, assim, como eu. Ondulado e rebelde como eu por isso ele é meu. Meu. Nunca penses em roubar este meu mar, mas podemos nos abraçar. Assim, os dois, como se fossemos um só. Ou tentar conseguir o que desejamos que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo-te em casa. Abandono-te na tua casa. Uma noite qualquer quando encontrarmo-nos já podemos encher os copos e aprendemos a tocar-nos e a trocar saliva. Amei-te tanto por não te ter.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-5782359081811011301?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/5782359081811011301/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=5782359081811011301' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/5782359081811011301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/5782359081811011301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/09/eu-e-tu-que-tal.html' title='Eu e tu, que tal?'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-8962633765175088730</id><published>2008-07-21T23:57:00.002+01:00</published><updated>2008-07-22T00:01:31.268+01:00</updated><title type='text'>Vieste de mim</title><content type='html'>Já passaram quase 4 anos. Enquanto devoro este cigarro e observo o anoitecer relembro com uma exactidão cirúrgica os momentos eternos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava longe, demasiado longe para te ver. Enquanto decorria mais uma daquelas reuniões estúpidas que duram o dia inteiro e não se resolve nada. Resolve-se alguma coisa. Traça-se planos e enumera-se um caminho, uma estratégia, que obviamente é sempre o mais fácil e o menos dispendioso, ou seja, o mais óbvio e que se corre menos riscos. Nada de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo-me que quando cheguei ao meu carro tinha dezenas de chamadas e mensagens, até aqui nada de novo. O que me surpreendeu foi o número anormal de familiares a ligarem-me. Nesse momento descobri que era pai há seis horas atrás. A minha primeira pergunta foi sobre a mãe. Desculpa, mas eu não te conhecia nem nunca te tinha visto e a ideia de perder a tua mãe era mais dolorosa. Desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de casa e fora do país, sentei-me no carro e arranquei. Lembro-me que não disse nada a ninguém. Não comentei com ninguém. 800 km separavam-me de ti. Demorou 4 horas a viagem. Sempre a cantar e arrependido de ter saído do pé de ti. 4 horas. Daqui a uns anos eu mostro-te a costa Espanhola, Ourense, Pontevedra, Corunha, etc…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo-me do teu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu choro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vieste de mim…………..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando festejaste o teu primeiro aniversário eu não estive presente. Estava em Barcelona. Barcelona, daqui a uns anos eu prometo-te que te mostro a cidade e conto-te o que fazia enquanto te sopravam as velas. No teu 2º aniversário fiquei retido no aeroporto. Os aviões estavam atrasados e ainda tinha que fazer escala. Já não tinha muitas desculpas para te dar. Lembro-me que te ofereci uma casa, um escorrega e um baloiço. Jamais a minha presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano a seguir antecipei tudo, tudo. Já não fiz mais viagens. Negociei a minha presença em alguns locais. Foi a 1ª vez que te vi a assoprar as velas. Demasiado magnifico para ser perdível. Eu estava lá. Eu estive lá. A teu lado. Contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano, estou por cá. A ver-te crescer. A ver-te ser, cada vez mais, igual a mim. Impaciente, rebelde, ousada e meiga. Vieste de mim. O que tu não sabes hei-de te contar. Pedir-te perdão. Perdão por não te estado presente, perdão por não te ver assoprar as velas, perdão por não te ver comer o bolo, perdão por te ter ao meu colo, perdão por não te ver abrir os presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabes, quando a tua mãe me disse que estava grávida, eu não estava com ela, ia de carro. Assustei-me, ia batendo à saída de uma curva. Pensámos se valia a pena. Agora sei que tomámos a opção correcta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maneira como decidimos o teu nome. A tua primeira ecografia, quando a médica disse que era uma menina e o silêncio instalou-se na sala. Pensava que não estava preparado para uma Rita, mas foi o melhor que podia acontecer. O teu primeiro bater de coração. O primeiro pontapé na barriga. O primeiro choro. O primeiro riso. A primeira palavra. O primeiro passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso ficará sempre. Sempre. Vieste de mim……&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que tu não sabes é que daria a minha vida por ti, Rita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-8962633765175088730?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/8962633765175088730/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=8962633765175088730' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/8962633765175088730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/8962633765175088730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/07/vieste-de-mim.html' title='Vieste de mim'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-4430349368340827381</id><published>2008-07-11T11:51:00.000+01:00</published><updated>2008-07-11T11:58:15.023+01:00</updated><title type='text'>Eles</title><content type='html'>Ele ajeitava o cabelo, em frente a uma montra. Tremia. Inseguro. Ele por ali, teimava ficar. Só para lhe dizer aquilo que pensava. Por vezes resumia-se a um silêncio inoperante. Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele. Assim se inutilizava. Assim se agoniava. Assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela. Depressa fugia, como a vontade de lhe falar e ele parado. Ela parada. Até que na rua um carro fez mais barulho numa curva. Foi quando a vida continuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele nunca mais voltou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ainda olha para o passeio na esperança que troque um olhar na montra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-4430349368340827381?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/4430349368340827381/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=4430349368340827381' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/4430349368340827381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/4430349368340827381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/07/eles.html' title='Eles'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-3409015173053293144</id><published>2008-05-13T10:42:00.001+01:00</published><updated>2008-05-13T10:42:42.311+01:00</updated><title type='text'>Espelho cruel</title><content type='html'>A prisão solene. Solene e sonolenta, virada ao avesso. Por aqui. Assim. Já te recordo nas horas livres, tornaste-te um assunto sem importância. Nada importa a não ser o facto de respirar, devagar. Demasiado devagar para a minha cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incólume. Raro. Preso. Preso neste meu mar. Afoguei-te ontem na hora de ponta. Uma maneira fácil de vacilar entre testemunhos urbanos. Preso em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajo entre este mar de corpos, que barram a minha passagem em direcção do meu mar. Viajo, nesta minha nave espacial. Viajo. Por ti em mim. Por nós dois que se multiplicam em adrenalina. Dois que se tornaram quatro. Temos o péssimo hábito de sermos meros mortais. Viajo nessa direcção oposta ao silêncio com a porta entreaberta de um prazer mórbido e gélido. Assim nos despedimos para voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois conto-te como foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois digo-te como sobrevivi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ti em mim eu me despeço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preso num espelho cruel………….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvei-me de nós!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto fujo por esta estrada fora eu invento-te. Ou invento aquilo que me resta de ti. Invento para não me esquecer do que sou. Um vampiro. Algo amorfo que suga as emoções e os momentos para banalizá-los, cumprir um destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não fosses tu, hoje, seria outra qualquer. Ouviste o meu elogio, rasgado, por não ver mais nenhum corpo, por aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-3409015173053293144?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/3409015173053293144/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=3409015173053293144' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/3409015173053293144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/3409015173053293144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/05/espelho-cruel.html' title='Espelho cruel'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-5396864470309606717</id><published>2008-04-24T11:01:00.001+01:00</published><updated>2008-04-24T11:02:26.063+01:00</updated><title type='text'>O que aconteceu?</title><content type='html'>Não te entendia. Não te percebia e depois de estarmos parados, um em frente ao outro, também não ajudou. Não auxiliou em nada. Fiquei a entender-te menos e a perceber-te menos ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceu? O que se passou? O que alterou as vontades?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que foi um bom bocado. Bom. Ao principio a insegurança depois o conforto. Classifico, na minha escala de bem estar, como uns bons momentos. O maior elogio que te posso dar é o facto de eu ter sido eu. Não tive a necessidade estúpida de alterar o meu comportamento. De te mostrar coisas que não me diziam nada. De te dar aquilo que jamais serei. Passou….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, com tempo e em frente ao meu PC, aqui, vomito palavras. Vocifero impropérios, para ti. Passo o meu tempo a ofender-te, devagar. Passo o meu tempo a encontrar razões para te conseguir entender. Perco-me nestes pensamentos impróprios. Acredito fielmente em ti. Passou…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajeito a minha gravata, arrumo o casaco amarrotado em frente a este espelho que teimo em apagar a luz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-5396864470309606717?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/5396864470309606717/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=5396864470309606717' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/5396864470309606717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/5396864470309606717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/04/o-que-aconteceu.html' title='O que aconteceu?'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-1894895156483391930</id><published>2008-04-16T11:25:00.001+01:00</published><updated>2008-04-16T11:30:47.548+01:00</updated><title type='text'>Avô</title><content type='html'>Isto tudo que vou escrever é para ti. Tu que sempre foste o meu exemplo. Tu que sempre foste alguém que pude contar. Confiei cegamente em ti. Tu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, eu não vou poder estar contigo, desculpa. Não é por falta de vontade. Também o é, reconheço. Lembrar-me de ti, eu penso que é mais do que suficiente. Hoje fazes 91 anos. 91. Recordo-me de ti desde sempre. Como o eras e como estás. Será difícil imaginar a vida sem ti. Do alto do teu cabelo branco e a cara fustigada pelo tempo que por ti passa. Gostava de estar contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até para o ano avô.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-1894895156483391930?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/1894895156483391930/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=1894895156483391930' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/1894895156483391930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/1894895156483391930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/04/av.html' title='Avô'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-3100961745543297493</id><published>2008-04-16T11:22:00.001+01:00</published><updated>2008-04-16T11:25:08.983+01:00</updated><title type='text'>Um adeus silêncioso</title><content type='html'>Tocaste-me assim,&lt;br /&gt;tão leve que não senti&lt;br /&gt;a tua vida em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voar pelo teu mar,&lt;br /&gt;viajar em ti&lt;br /&gt;o teu corpo neste meu acordar……..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar-te assim.&lt;br /&gt;Tocar-te assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre promessas e vontades de viver,&lt;br /&gt;entregues a nós&lt;br /&gt;fugimos entre as palavras que custam a dizer&lt;br /&gt;que nos custam a enfrentar&lt;br /&gt;entre o silêncio que criámos em nós&lt;br /&gt;quebramos com um olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajei em ti.&lt;br /&gt;Toquei em ti.&lt;br /&gt;Olhei para ti.&lt;br /&gt;Jurei em ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora e já depois de nós,&lt;br /&gt;Com mais tempo para te imaginar&lt;br /&gt;Entregue no meu leito com dor de estarmos sós&lt;br /&gt;Sem vontade de te encontar……………..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras que dissemos.&lt;br /&gt;As vontades que inventámos.&lt;br /&gt;As noites que perdemos.&lt;br /&gt;Os sonhos que procurámos.&lt;br /&gt;Em vão, na busca insana de um amor que morreu em nós.&lt;br /&gt;Amanhã eu sei onde irei estar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-3100961745543297493?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/3100961745543297493/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=3100961745543297493' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/3100961745543297493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/3100961745543297493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/04/um-adeus-silncioso.html' title='Um adeus silêncioso'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-6736585464815643366</id><published>2008-04-11T10:47:00.000+01:00</published><updated>2008-04-11T11:44:36.167+01:00</updated><title type='text'>Os amigos</title><content type='html'>Há 3 tipos de amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os amigos do desabafo, os “amigos” e os amigos dos copos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os amigos do desabafo são aqueles que falamos, falamos e eles calados acenam com a cabeça. Em algumas situações terminam o diálogo com um simples “pois é” ou então  “eu já te tinha dito”.  São os típicos amigos que dizem uma coisa e porventura devem pensar outras. Devem imaginar que é sempre a mesma coisa. Eu nunca mudo. Estão fartos disto ou um mais grave outra vez. Estes meus amigos nunca me falham. Duram anos e é para continuar. Geralmente, acabamos por conhece-los, em idade adulta. Por uma simples razão, quando somos putos não temos problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os “amigos”, são aqueles que temos menos tempo para eles e que melhor nos conhecem. Basta um olhar. Uma palavra. Um gesto. Geralmente já os conhecemos desde que nascemos. Já partilhámos uma vida. Já fizemos tudo. Obviamente que os “amigos” não sabem que existem os amigos de desabafo. Obviamente não se desabafa com eles apenas por vergonha. Com uma vergonha pura de eles pensarem que nós nunca mudamos, nem nunca iremos mudar. Torna-se claro que os “amigos” já não tem tempo para partilhar os copos. Evoluíram, mas o que não significa que seja no bom sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos dos copos. Sabemos apenas que estão ali por uma razão qualquer. Geralmente tem os mesmos gostos que eu tenho. Eu, reconheço, que não sou muito exigente. Não sei, nem quero, saber o que fazem, quais são os problemas, o nome, nada. Apenas és escolhido pelo cheiro, ou pelo aspecto. Geralmente não és nada daquilo que mostras. Acabamos a noite num local qualquer acompanhados e bêbados a gozar com tudo o que se mexe. Acaba-se por gostar de passar incógnito nas noites dos copos. Lembramo-nos uns dos outros nas noites de festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livre e louco, como eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-6736585464815643366?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/6736585464815643366/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=6736585464815643366' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/6736585464815643366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/6736585464815643366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/04/os-amigos.html' title='Os amigos'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-7598440173172358502</id><published>2008-04-11T00:08:00.000+01:00</published><updated>2008-04-11T00:13:40.607+01:00</updated><title type='text'>Noite</title><content type='html'>Felizmente que as horas passam. Devagar por aqui. Há noites mais difíceis de suportar entre as quais incluo o hoje. Assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para o relógio, já é tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demasiado tarde, porventura. Esta exactidão eloquente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho à minha volta, o silêncio torna-se gélido. O afastamento precoce disso mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo uma televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As horas passam por aqui e o meu corpo vai ficando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi a gostar disso. Foi curioso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-7598440173172358502?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/7598440173172358502/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=7598440173172358502' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/7598440173172358502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/7598440173172358502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/04/noite.html' title='Noite'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-3777395171604990012</id><published>2008-02-21T05:54:00.003Z</published><updated>2008-02-21T05:58:13.762Z</updated><title type='text'>Wish you where here</title><content type='html'>So, so you think you can tell&lt;br /&gt;heaven from Hell?&lt;br /&gt;Blue skys from pain?&lt;br /&gt;Can you tell a green field&lt;br /&gt;from a cold steel rail?&lt;br /&gt;A smile from a veil?&lt;br /&gt;Do you think you can tell?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So do u think we can change&lt;br /&gt;everybody that hates&lt;br /&gt;before it's too late?&lt;br /&gt;So proud to be free&lt;br /&gt;but who can we blame?&lt;br /&gt;Don't be ashamed&lt;br /&gt;Do u think we can change?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;How I wish&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;how I wish you were here &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;We're just two lost souls &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Swimming in a fish bowl &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Year after year &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Running over the same old ground&lt;br /&gt;What have we found?&lt;br /&gt;The same old fears&lt;br /&gt;Wish you were here&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We don't need need anymore pain&lt;br /&gt;We just need to remain on the very same page&lt;br /&gt;So much to gain&lt;br /&gt;No more losing a freind&lt;br /&gt;Losing ourselves&lt;br /&gt;We just need ur help&lt;br /&gt;So glad ur here&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me sai da cabeça........&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-3777395171604990012?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/3777395171604990012/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=3777395171604990012' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/3777395171604990012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/3777395171604990012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/02/wish-you-where-here.html' title='Wish you where here'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-1820955414885435442</id><published>2008-02-15T12:58:00.001Z</published><updated>2008-02-15T12:58:34.691Z</updated><title type='text'>Cooperativismo de um naufrágio</title><content type='html'>Boa noite.&lt;br /&gt;Boa noite.&lt;br /&gt;Vem sozinho?&lt;br /&gt;Sim.&lt;br /&gt;Ah, não é normal no dia de hoje.&lt;br /&gt;Eu prefiro assim.&lt;br /&gt;…………………….&lt;br /&gt;O que pretende?&lt;br /&gt;O que aconselha?&lt;br /&gt;O borrego é bom e também não se vai arrepender dos secretos.&lt;br /&gt;Sim?&lt;br /&gt;É de confiança.&lt;br /&gt;Pode ser o borrego.&lt;br /&gt;Sim senhora e para beber?&lt;br /&gt;Uma cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite de um naufrágio. Carregada de um simbolismo agnóstico e ateu. Uma noite a mais nas memórias. Estas memórias que continuam por aqui. Não se afundam, navegam à minha volta. Chateiam. Incomodam. Faz-se um esforço enorme de apagar as memórias, porque elas são isto mesmo, memórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta noite, existe um cooperativismo diletante entre os náufragos. Há dois tipos de náufragos. Os que teimosamente continuam a sê-lo e outros que não tem opção. Eu nunca entendi muito bem a razão de teimar a ser um náufrago. É assim. O 14 de Fevereiro é deprimente. O partilhar um espaço vazio. Eu gosto de observar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa mesa, ao fundo, um casal. Na mesa ao lado outro e mais outro. O curioso é que vi casais, que não falaram durante a noite. Ela olhava no vazio, ele bebia e via o jogo de futebol que decorria na TV. Por vezes interrompia as garfadas para comentar um lance qualquer que estava acontecer. Já se tinha dito tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os náufragos, geralmente estão virados para uma barreira qualquer que impede ver a felicidade. Tudo serve, um pilar, uma varanda, uma parede ou um vidro. De preferência com vista para a rua ou para a TV. Alguma coisa para entreter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que conheci a Leonor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava virada para um vidro com vista para a rua, típico. Como se tratasse de uma saída de emergência. Eu via nela aquele desejo, “vou fugir eu não aguento mais”. Certifiquei-me de que não estava acompanhada. Levei o meu copo de cerveja e pedi-lhe autorização para me sentar. Ela, surpreendida, anui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse-lhe o meu nome. Falso. Ela disse-me o dela. Leonor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha um vestido vermelho, com um decote pronunciado. Pele branca, muito. Olhos claros e pequenos. Os lábios, pintados.&lt;br /&gt;Morava ali perto. Tinha-se sentido sozinha e resolveu ver luzes. Tinha aceitado um trabalho longe do seu reino, daí a razão de estar ali e só. Eu disse-lhe que tinha pedido o Borrego ela aconselhou-me a Vitela que era enorme e saborosa. Ela bebia vinho branco. Eu continuei na cerveja. O mais difícil foi começar a conversa. Passada a etapa do descobrimento entra o silêncio. Fomos salvos pela empregada de mesa, que me vinha entregar a comida. Do alto da sua farda branca. Quando nos viu, sorriu. Nós sorrimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um náufrago não precisa de ser salvo apenas de um cúmplice em horas vagas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As horas passaram rápido. Quando olhámos descobrimos que éramos os últimos. Brincámos com a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era tarde. Despedimo-nos com promessas estúpidas de nos voltarmos a ver. Trocámos telefones. Entrei no meu carro cinzento e segui direcção da ponte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É para ti que escrevo, Leonor. Minha cúmplice de um naufrágio. Para o ano se fores, ainda, um náufrago por opção eu ligo-te.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-1820955414885435442?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/1820955414885435442/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=1820955414885435442' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/1820955414885435442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/1820955414885435442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/02/cooperativismo-de-um-naufrgio.html' title='Cooperativismo de um naufrágio'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-6442341640522188604</id><published>2008-02-14T13:06:00.001Z</published><updated>2008-02-14T13:07:45.198Z</updated><title type='text'>Os meus dias são maiores do que os teus</title><content type='html'>Os meus dias são maiores do que os teus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri um local perfeito para jantar. Luzes e o mar. Que se pode pedir mais. Com a agravante de ser no centro da nossa cidade. A capital moderna dos acólitos. Uma pequena enseada que se estende e armazena uns barcos, alguns cansados outros mais novos. Perfeito para terminar um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus dias são maiores do que os teus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci algumas pessoas no restaurante. Trocámos palavras. Aconselhámos pratos e partilhámos sobremesa. O primeiro contacto é giro. É encorajador e anestesiante. Os braços mexem demasiado. As expressões do rosto são mais vincadas e comete-se o erro de falar demasiado de si próprio. Eu, oiço. Geralmente pouco falo. Observo. Anestesiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas em naufrágio. Escolhem esta enseada para atolar. Escolhemo-nos. Perdidos no escuro de uma noite refém da vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falam de nomes, a identificar pessoas, como se fosse familiar. Eu, por aqui fico enquanto acabo o meu vinho tinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a refeição acaba, existe aquela indecisão. A indecisão de partir ou ficar. Ficar preso, nesta enseada ou levantar a vela e partir em direcção do escuro. Despedimo-nos com um sorriso e um beijo. Entre promessas de voltar para partir de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre a luz e a escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus dias são maiores do que os teus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo no meu carro cinzento. Sozinho. Oiço música. Sigo. Volto a casa para me sentar no chão e carregar na tecla azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus dias são maiores do que os teus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-6442341640522188604?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/6442341640522188604/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=6442341640522188604' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/6442341640522188604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/6442341640522188604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/02/os-meus-dias-so-maiores-do-que-os-teus.html' title='Os meus dias são maiores do que os teus'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-8716848107348916337</id><published>2008-02-12T18:42:00.000Z</published><updated>2008-02-12T18:43:14.758Z</updated><title type='text'>Se não fosses tu......</title><content type='html'>O que tu não sabes é que se não fosses tu seria outra qualquer. Se não fosses tu era outra qualquer. Tu sabes disso. Se não fores tu é outra qualquer. Outra que me aceite e me oiça. Outro corpo. O corpo é oco. Suave em linfa com umas veias de azul. Se não fores tu é outra qualquer. Chamo-te perfeita porque não vejo mais ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma busca insana, por um tempo. O uso desse tempo. A vontade do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém que me aceite, assim. Alguém que não questione o porquê do meu silêncio. Alguém, apenas isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-8716848107348916337?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/8716848107348916337/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=8716848107348916337' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/8716848107348916337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/8716848107348916337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/02/se-no-fosses-tu.html' title='Se não fosses tu......'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-838595856605491357</id><published>2008-02-11T20:12:00.000Z</published><updated>2008-02-11T20:17:57.099Z</updated><title type='text'>Lembraste</title><content type='html'>Afastei-me. Sentiste? Sentiste a minha ausência em ti. O vazio a teu lado. Enquanto cantava uma música qualquer. Reparaste em mim enquanto me afastava?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te entendo. O giro disto tudo que atrapalha é o facto de não te entender. Penso que imaginas o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe vão os tempos em que nos divertíamos a desafiar-nos. Sabendo de antemão que nos íamos rejeitar. De imediato. Por ti e por mim ou vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembraste quando nos conhecemos? Eu lembro-me. Tu também decerto. Foi no elevador. Que nos encaminha para o escritório. Tu, sempre frágil a esconder o rosto e eu a olhar-te. Perguntei-te se agias sempre assim diante de estranhos. Sorriste. Gostei mais do olhar do que do sorriso. Eu sempre calmo e tu insegura. Sempre foi assim. Sempre será assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembraste quando te convidei para beber um café à chuva? Lembraste? Tu aceitaste e eu não apareci. Claro. Foi divertido controlar a situação. Foi divertido ver-te a esperar. Desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais aceitaste nenhum convite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembraste quando trocávamos bilhetes no para brisas do carro? Era giro. Todos os dias tinhas uma mensagem e eu também. Nunca te disse que era eu e tu nunca disseste que eras tu. Quando nos cruzávamos nos corredores ou no elevador falávamos de tudo superficial e nunca dos bilhetes ridículos que trocávamos. Jamais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembraste quando desapareci alguns dias? Penso que sim. As minhas viagens. Nunca paro quieto. Recordo-me de nos encontrarmos no corredor. Parámos. Olhámos. Trocámos um beijo. O primeiro e único. Falarmos de tudo que nos dava na gana. De as pessoas passarem por nós. De nós não vermos nada ao nosso lado. Apenas eu e tu. Tu e eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me contaste tanta coisa. Já sei tanto sobre ti. Tu não sabes nada sobre mim. Sabes a cor do meu carro. Onde trabalho e que ando sempre de fato e gravata com cabelo comprido a destoar. Eu sei tanto sobre ti. Desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontraste-me hoje nos mesmos corredores de sempre. Já era tarde. Eu nunca tenho horários. Eu estava ao telefone, mais do mesmo. Passaste por mim com as tuas colegas. Ignoraste-me. Mereço. Permaneci calmo. Nada me afecta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã, se te vir, digo-te qual é o meu nome completo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-838595856605491357?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/838595856605491357/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=838595856605491357' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/838595856605491357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/838595856605491357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/02/lembraste.html' title='Lembraste'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-4719169861526567667</id><published>2008-02-11T01:00:00.000Z</published><updated>2008-02-11T01:01:24.510Z</updated><title type='text'>não tem novas mensagens</title><content type='html'>“Não tem novas mensagens”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um carro cinzento, numa rua pouco iluminada. Os postes de luz apagam e acendem como se tratasse de um qualquer placar de néon. O carro cinzento. Lá dentro, música. Anormalmente alta. Ouvia-se uma voz para afastar a solidão. O trajecto é sempre o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre mais do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subi os degraus, sem acender a luz. O ódio de morte pela luz. As necessidades banais de iluminar um caminho. Um farol qualquer nesta minha enseada. Assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá em cima, no último andar. Abro a porta. Fecho a porta. Encosto o ouvido à porta. Delicio-me com o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo a minha pasta, cheia de sonhos e planos, em cima da mesa da cozinha. Olho para a marquise. Do outro lado luz. Abro a porta do frigorífico e retiro algo fresco para matar a minha sede. Entretanto, encosto-me à porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre mais do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teimo em carregar a tecla azul do meu telefone e do outro lado diz sempre a mesma coisa. “Não tem novas mensagens”. Nunca há novidades nesta terra. Nem um amigo, qualquer, que se lembre que deixou aqui um isqueiro, um filme, um copo, uma coisa qualquer. Também nunca dei este número a ninguém e não consta em qualquer lista telefónica. Não me interessa. Eu quero uma mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agarro na minha bebida fresca. Cerveja, geralmente. Sento-me no chão encostado à porta. Daqui consigo ver luzes. Do outro lado um mundo. E eu, não tenho novas mensagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ti, morro um pouco mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-4719169861526567667?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/4719169861526567667/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=4719169861526567667' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/4719169861526567667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/4719169861526567667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/02/no-tem-novas-mensagens.html' title='não tem novas mensagens'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-634745923774342542</id><published>2008-02-01T09:39:00.001Z</published><updated>2008-02-01T09:39:42.185Z</updated><title type='text'>Uma noite num hotel</title><content type='html'>Ontem fui humano, a tempo inteiro. Humano. Consumi e cultivei o prazer, mórbido por excelência. Assim e gostei. Senti-me vivo com coisas pequenas. Daquelas coisas pequenas que me saciam e me dão gosto por viver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Combinei com uma amiga. No local do costume. É normal ser assim. Perfeitamente. Jantámos. Falámos de coisas banais. Inventámos jogos inúteis. Superficiais. Tentámos ser difíceis. Impusemos barreiras, para derrubá-las. Ganhámo-nos. No meio de cafés e o silêncio dos olhos oferecemo-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levei-te a passear à beira mar. Entre o azul e o verde que te ofuscava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parámos num hotel. Saindo do parque de estacionamento sem uma palavra. Silêncio. Imenso. Dirigimo-nos à recepção. Sabendo o que nos levava ali. Nunca assumindo. Jamais. Pedimos um quarto. Seguimos para o quarto. Entrámos no quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto era vago. Uma cama e duas janelas. Na casa de banho uma banheira. Sem trocar uma palavra sentámo-nos na cama. Deitámo-nos na cama. Fazendo tempo com a TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre sexo e suor. Cansaço e tabaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disseste-me palavras que eu não respondi. Não consigo dizer. Não consigo me dar. Não consigo. Amor, é fácil escrever e difícil dizer. Muito mais difícil é sentir. O que é o amor? Uma necessidade. Dar a vida por alguém. Desistir de tudo por……..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo de morrer sem o sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo de ficar aqui, usando e abusando de corpos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-634745923774342542?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/634745923774342542/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=634745923774342542' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/634745923774342542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/634745923774342542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/02/uma-noite-num-hotel.html' title='Uma noite num hotel'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-7884504879951411369</id><published>2008-01-30T23:03:00.000Z</published><updated>2008-01-30T23:11:28.872Z</updated><title type='text'>Momentos</title><content type='html'>Há momentos em que falo de amor&lt;br /&gt;sem sequer o sentir&lt;br /&gt;São tão belos esses momentos&lt;br /&gt;que não consigo resistir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trocam-se olhares, ouvem-se vozes&lt;br /&gt;nascem momentos que se querem viver&lt;br /&gt;Violam-se vontades&lt;br /&gt;sofre-se de desilusão, um orgulho que se tenta esconder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procura-se alma gémea&lt;br /&gt;uma razão para um futuro&lt;br /&gt;Só o aspecto interessa&lt;br /&gt;nada cá dentro é puro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorrisos encobrem mentiras&lt;br /&gt;a aparência vale mais que o ser&lt;br /&gt;tudo me ilude&lt;br /&gt;és tão falsa, eu quero-te esquecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rotina torna-se deprimente e perde-se sem sentido&lt;br /&gt;Quando estou só, morro de tédio e busco companhia&lt;br /&gt;Quando me dou, sinto-me preso e perdido&lt;br /&gt;Só a cerveja alimenta esta louca fantasia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-7884504879951411369?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/7884504879951411369/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=7884504879951411369' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/7884504879951411369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/7884504879951411369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/01/momentos.html' title='Momentos'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-7263517556091635477</id><published>2008-01-30T22:51:00.000Z</published><updated>2008-01-30T23:02:41.095Z</updated><title type='text'>Traição</title><content type='html'>Traição, és tão imatura mas real&lt;br /&gt;a personificação do meu mal&lt;br /&gt;demagogia de espaço&lt;br /&gt;uma podre sensação de perca e fracasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terror de certas, nem todas, ilusões&lt;br /&gt;contra a cobardia das expressões&lt;br /&gt;esperança indefinida e banal&lt;br /&gt;com este sorriso fatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo que voa traído, atraído e subtraído&lt;br /&gt;desespero por sentir um mundo perdido&lt;br /&gt;lágrimas de uma paixão&lt;br /&gt;onde o fim é ávido e sem razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traição, é uma bala no ar&lt;br /&gt;que eu não me consigo desviar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-7263517556091635477?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/7263517556091635477/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=7263517556091635477' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/7263517556091635477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/7263517556091635477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/01/traio.html' title='Traição'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-2314841648467101674</id><published>2008-01-30T22:49:00.000Z</published><updated>2008-01-30T22:51:19.235Z</updated><title type='text'>Confidente</title><content type='html'>Encontrei um cd que já não o ouvia há imenso tempo. Devorei-o até à exaustão. Consumi-o. "Tudo o que você queria ouvir", GNR. Bons velhos tempos. Os tempos das bandas de garagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela garagem, onde fazíamos a nossa música com as nossas palavras. A banda chamava-se "Descontaminação". Fazíamos as delicias das meninas de bem. Obviamente era tudo para elas. Tem que existir a ninfa e a fonte, não achas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda nasceu no pontão do Barreiro. No meio de burras, inflamadas em álcool. Entre solos de guitarra, desafinadas, descobrimos o que nos unia. A traição. A vingança. O abandono. Cresceu com a "Maria João". Simbolizava todas as mulheres. O Objectivo era simples. A descontaminação das vossas almas, era o que eles diziam entre olhares indiscretos e cabelo grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hold in back again.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já é tarde, estou cansado de respirar. Cheguei de mais um dia de trabalho. Estou farto. Cansado. A única coisa que realmente me alegrou, foi ouvir os mesmos acordes e palavras que nos faziam sentir vivos quando ainda éramos rebeldes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já morri há muito tempo, para renascer na manhã seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até amanhã, confidente silenciosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-2314841648467101674?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/2314841648467101674/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=2314841648467101674' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/2314841648467101674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/2314841648467101674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/01/confidente.html' title='Confidente'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-3033542864633733486</id><published>2008-01-29T00:16:00.001Z</published><updated>2008-01-29T00:16:55.336Z</updated><title type='text'>Doença</title><content type='html'>A doença pode ser disforme. Alternando com a violência ou o silêncio. A doença branda e elementar amorfa. Doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre válvulas de escape e virtudes o desespero leva-nos a cometer crimes por desobediência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos correr em prados. Água pelos joelhos. Areia salgada no rosto. As ondas. Na imaginação de um quarto vago e vazio. Tu não estavas e eu não te via. Sentia-te, daqui. Uma cidade. Um porto de abrigo. Visita-nos. Enquanto estou por cá. Doente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio da multidão, perco-me. Sou mais um e isso agrada-me. Agrada-me o facto de passar despercebido. Cada corpo é sangue e solidão. Cada corpo um mudo e uma história. Cada corpo uma doença. Sempre amorfos e incuráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo para o meu umbigo. Não tenho esperanças de ser lido ou visto. Nem quero. Quero estar aqui, quieto. Não quero que me analisem. Nem imagino uma cura para esta doença. Um alter ego perfeito que se redunda no silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho, assim, a minha ordem de bem estar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-3033542864633733486?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/3033542864633733486/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=3033542864633733486' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/3033542864633733486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/3033542864633733486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/01/doena.html' title='Doença'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-147253187593357314</id><published>2008-01-25T17:38:00.000Z</published><updated>2008-01-25T17:39:09.209Z</updated><title type='text'>Esta noite</title><content type='html'>Esta noite vou-me perder. Vou-me perder por aí. Com uma esperança ridícula de ser encontrado. Uma vez mais. Como sempre. Dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fotografias são cruéis. Captam o momento. Captam as sensações dos momentos. Momentos. Com o passar dos tempos já não nos reconhecemos ou não nos dizem nada. Tudo passa. O tempo mata tudo. Tudo. Até o corpo que nos envolve, lentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O abismo. É negro e esta noite vou-me perder. Vou-me perder sem ti ou sem outra coisa qualquer. Enquanto escrevo sentado na minha cadeira preta neste escritório de divisórias vou contar enquanto espero pela tua resposta. Como faço sempre. Vou contar até 20. Dar-te tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1, 2, 3, 4, mais devagar, 5, 6, 7, ou seria 6.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-147253187593357314?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/147253187593357314/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=147253187593357314' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/147253187593357314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/147253187593357314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/01/esta-noite.html' title='Esta noite'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-917126152751952132</id><published>2008-01-23T22:38:00.000Z</published><updated>2008-01-23T22:52:50.622Z</updated><title type='text'>A minha cidade</title><content type='html'>A minha cidade tem quatro praias. Fluviais, eu sei, mas são quatro. Do outro lado do mar vejo luzes. Luzes demasiado acesas. Luzes que entopem o meu mar. Deste lado eu grito. Nada me ouve……..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta minha cidade, perco-me, nas ruas. Já não me reconhecem. Já não conheço ninguém. Os amigos ou arautos do álcool desapareceram. Reconheço que já não tenho vontade de os encontrar, cada vez é mais difícil. Encontrá-los por aqui. Ser encontrado por aqui. Encontrarmo-nos por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos que passam, por aqui, são cáusticos e corrosivos. Destroem os sonhos e alimentam as praias. Cada rua é uma memória. Cada rua uma história. Já pisei toda a calçada e baptizei todos os locais. Sozinho. Eu nasci aqui, cresci aqui e vivo aqui. Preso nas tuas ruas. Sozinha como eu, acompanhas-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que sabes o meu nome, volto sempre para ti no fim do dia. Eu sei o teu. Eu sei o que te alimenta. Eu sei quem te comanda. Esta noite, vou-me divertir a contemplar-te. Sozinha, como eu, acompanhas-me.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-917126152751952132?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/917126152751952132/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=917126152751952132' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/917126152751952132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/917126152751952132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/01/minha-cidade.html' title='A minha cidade'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-6163187311333513727</id><published>2008-01-22T22:35:00.000Z</published><updated>2008-01-22T22:42:16.258Z</updated><title type='text'>Dias</title><content type='html'>Dias, que se consomem num vazio&lt;br /&gt;que se reduzem a isso e um eterno nada.&lt;br /&gt;Dias incontáveis, agora martirizados num sofrimento&lt;br /&gt;em lágrimas, dor, adormecidos nquanto há tempo.&lt;br /&gt;Dias que amanhecem em esperança e morrem na idiferença&lt;br /&gt;na vontade de uma coragem, qualquer, que resiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse teu belo rosto, há muito em sangue e lamento&lt;br /&gt;onde por entre o teu olhar&lt;br /&gt;nada existe&lt;br /&gt;nada respira, nem o teu ar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um dia, como este, que passou, frio&lt;br /&gt;nevoeiro salgado&lt;br /&gt;ar pesado&lt;br /&gt;nessa tua crença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por nós. Assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri-me no teu corpo, nu. Por fim.&lt;br /&gt;Aprendi a adorá-lo, até um dia.&lt;br /&gt;Neste Dia que deixamos morrer o nosso amor&lt;br /&gt;onde era paz, tornou-se dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-6163187311333513727?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/6163187311333513727/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=6163187311333513727' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/6163187311333513727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/6163187311333513727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/01/dias.html' title='Dias'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-4671835495790070520</id><published>2008-01-22T21:42:00.000Z</published><updated>2008-01-22T21:52:02.366Z</updated><title type='text'>Convite</title><content type='html'>Na mais lógica vontade, convido-te a morrer&lt;br /&gt;levo-te comigo entre caminho aberto&lt;br /&gt;flutuamo no veneno das ruas, entre o álcool descobrimos o poeta.&lt;br /&gt;Mergulhamos tristes, diferentes, na nossa obscenidade&lt;br /&gt;provamos o útero de um qualquer profeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha fé, cega, em tentação da tua pele nua&lt;br /&gt;neste começo, tudo é vago, ocasional e deserto&lt;br /&gt;entre o espaço do teu corpo e o meu mal&lt;br /&gt;gritamos a uma voz, violentamos o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei-te, banal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criámos um mito, hinos e estandartes&lt;br /&gt;fui teu, tu foste minha, o inimigo actua&lt;br /&gt;neste corpo de sangue cheio de liberdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FILMÁMOS A NOSSA MORTE PARA MAIS TARDE RECORDAR.........&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escapamos da tentação de sobreviver.&lt;br /&gt;Respirar.&lt;br /&gt;Sobreviver..........&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu desespero, no ar, flutua&lt;br /&gt;alucinado por ti, senti-me homem a te provocar.&lt;br /&gt;Sobreviver...........&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venci a tua arrogância&lt;br /&gt;esse teu corpo que foi a minha revolta&lt;br /&gt;e agora é a minha ânsia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-4671835495790070520?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/4671835495790070520/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=4671835495790070520' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/4671835495790070520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/4671835495790070520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/01/convite.html' title='Convite'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-4407688597094641334</id><published>2008-01-22T21:17:00.000Z</published><updated>2008-01-22T21:18:01.996Z</updated><title type='text'>Tronco nu</title><content type='html'>Hoje, estou irritado. Hoje, não suporto o som. Quero ficar assim, em tronco nu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa experiência é feita de vitórias e derrotas, como já te disse, mas eu não suporto o cheiro da derrota. Não suporto perder. Ver onde falhei. Anotar as minhas falhas e os meus erros. Quais foram as peças que faltaram. Hoje perdi. Pelo meu olhar pode-se sentir isso. Prometo a mim próprio, jamais voltará a acontecer. Sobre a minha lápide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi o meu tempo. Todo ele. Assim. Por isso hoje quero ficar por aqui, em tronco nu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por entre os meus escombros. Consegui ter tempo para me recordar de ti. No ultimo local onde se pode saborear um cigarro e ver o mar. O verde confunde-se com o azul. Aliás tudo se confunde no meu mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso vou ficar aqui em tronco nu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-4407688597094641334?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/4407688597094641334/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=4407688597094641334' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/4407688597094641334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/4407688597094641334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/01/tronco-nu.html' title='Tronco nu'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-3636904863324542258</id><published>2008-01-21T18:45:00.000Z</published><updated>2008-01-21T18:46:04.737Z</updated><title type='text'>Nevoeiro</title><content type='html'>O cheiro da neblina era intenso. Olhou pela sua varanda e tocou-lhe. Estava frio. Estava como ele queria e assim partiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurou no guarda-fatos o velho gorro e o sobretudo gasto pelo uso e o tempo. Estava na hora de partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desceu as escadas a correr, com medo de perder tudo, enfiando-se pelo nevoeiro. Olhou para o carro estacionado no sítio de sempre, evitou-o. Hoje não, pensou. Os cabelos saíam fora do gorro e ficavam molhados. O nariz frio. Os olhos e o rosto lavados. As luzes, pouco se viam. Os carros afogados no vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De ruela em ruela, seguia apressado. Passos firmes. As imagens ficam disformes. Os corpos confundem-se na roupa e nesta nossa cidade. A cidade fica mais cinzenta. As pessoas com menos tempo. As ruas desertas. A capacidade de permanecer incógnito, preso a ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As linhas do comboio. Permanecem intactas, isoladas. Seguem paralelas a elas para uma eternidade. Nunca se tocam, jamais se tocam. Nunca se irão tocar. O trauma do amor perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais te encontrei por aqui, perdida como eu e frágil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-3636904863324542258?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/3636904863324542258/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=3636904863324542258' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/3636904863324542258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/3636904863324542258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/01/nevoeiro.html' title='Nevoeiro'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-6275452567586422597</id><published>2008-01-21T18:27:00.000Z</published><updated>2008-01-21T18:28:40.051Z</updated><title type='text'>Carta</title><content type='html'>O fim de semana. Louco e livre, assim sou eu e um pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou preso em papeis, no meu escritório. Nesta minha secretária castanha, atolhada de papeis. Peço ajuda por telefone. Da janela do meu escritório, vejo luzes. Prédios enormes e alcatrão. Em frente alguns restaurantes e carros mal estacionados. Hoje, vou escolher um local porreiro para me sentar. Daqueles que se pode ver o mar enquanto se mastiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei, sem querer, um restaurante para fumadores. Ainda existe. Senti-me observado quando tirei o primeiro cigarro. Perdi a vergonha e fumei. Soube bem poder voltar a fumar enquanto se saboreia o amargo travo do café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queres jantar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-6275452567586422597?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/6275452567586422597/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=6275452567586422597' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/6275452567586422597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/6275452567586422597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/01/carta.html' title='Carta'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-1516769540670940707</id><published>2008-01-18T10:54:00.001Z</published><updated>2008-01-18T10:54:49.463Z</updated><title type='text'>O que vai ser nós dois?</title><content type='html'>Entre nós dois, o que existe. Um mundo. Onde tudo passa. Nada fica. Entre nós, o vazio. Assim. O espaço que falta preencher. Eu e tu, escondidos no nosso corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrámo-nos. Falámo-nos. Bebemos absinto e chá. Rimos. Contámos o que queríamos ouvir. Olhámo-nos por instantes mas depressa nos despedimos das intenções. Desistimos de nós. Entre nós dois reina o vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda gostas de chá quente. Eu, ainda gosto do que tu gostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos um trato. De vez em quando encontramo-nos. De vez em quando afastamo-nos. Sem perguntas. Partilhamos o que é nosso e partimos rumo ao nosso amigo, isolamento. Um silêncio entregue a nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuas como te recordo. Como tu me recordas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto tu te afastas, os pés não descolam do chão. A voz fica trémula. As palavras faltam. O corpo vacila, enquanto tu te afastas. As memórias, voltam aonde tiveram sempre, guardadas num baú disposto a ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sei que não te procurarei, não tenho tempo nem vocação. Tu jamais me irás tentar, é assim que vives. É assim que sobrevivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima vez, que te encontrar perdida, dir-te-ei aquilo que queres ouvir. Prometo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-1516769540670940707?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/1516769540670940707/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=1516769540670940707' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/1516769540670940707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/1516769540670940707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2008/01/o-que-vai-ser-ns-dois.html' title='O que vai ser nós dois?'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-9032008932086112001</id><published>2007-12-24T11:14:00.001Z</published><updated>2007-12-24T11:14:41.155Z</updated><title type='text'>Outro Natal.</title><content type='html'>Uma área de serviço. GALP. Oito da noite numa véspera da véspera de natal. Três homens encontram-se. Um de cabelo grande outro mais ansioso e ainda o outro mais calmo. Um chega num carro cinzento outro num preto e ainda o outro num azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começam por um cumprimento que termina num abraço. Esta altura do ano dá para isto. Desvaneios  controlados. Trocam prendas que estavam escondidas na mala do carro. Entre palavras cordiais a empatia é palpável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começaram por pedir um café mas preferiram a cerveja. Entre dois golos começou a conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem de cabelo grande pergunta;&lt;br /&gt;- Onde vão passar o natal?&lt;br /&gt;- Na minha casa. Quero ver se consigo estar com as minhas filhas. Este ano comprei-lhes tantas prendas que pensei que era um abuso e já comecei a oferecê-las a outras crianças. Tenho medo que elas pensem que estou a comprá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais calmo ouviu e reflectiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O de cabelo grande responde.&lt;br /&gt;-Eu só quero imaginar o sorriso da minha quando abrir as prendas. Nas minhas prendas coloquei sempre o meu nome para ela saber que sou eu.&lt;br /&gt;-Hum, vais passar aonde o natal? Desafiou o ansioso.&lt;br /&gt;-Numa pensão qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por entre gargalhadas continuam na cerveja e uma bifana a acompanhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente o calmo, falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O problema é nosso. A nossa geração, os que estão a chegar aos “enta”, tem uma tendência suicida para comprar os filhos. Vivemos para uma carreira que se redunda num nada. Talvez num gabinete, um bom carro. Não acham?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quantas noites passámos nós com eles? Insistiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudaram de assunto. As noites já são negras o suficiente. Amanhã pensam onde passam o natal. Nestas alturas o futebol é sempre um bom tema……..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-9032008932086112001?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/9032008932086112001/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=9032008932086112001' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/9032008932086112001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/9032008932086112001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2007/12/outro-natal.html' title='Outro Natal.'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-2107469840211264009</id><published>2007-12-12T08:50:00.001Z</published><updated>2007-12-12T08:50:53.815Z</updated><title type='text'>De um gajo que evita olhar ao espelho</title><content type='html'>O despertador toca. Cada vez, ele, é menos necessário. O dormir torna-se mais difícil. O silêncio da noite incomoda. Os barulhos silenciosos. O frio das noites esconde-se nos cobertores. O colchão e a almofada são bons conselheiros. Usa-se subterfúgios para um fim. O ver televisão até à exaustão. Escrever o que se dá na gana. Ler a monotonia. O esforço de fechar os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite também tem a sua rotina. Os cães de rua são sempre os mesmos. Passam a noite a esconder-se do frio. Passam a noite a tentar evitá-las. Deve ser horrível. Partilhar o silêncio em silêncio. Tenho pena deles. Lembro-me das noites em que as partilhei comigo. Os carros estacionados, são sempre os mesmos nos mesmos sítios. Noite após noite. Acho piada porque se tenta respeitar aquilo que não é nosso. Continuam a ser os mesmos postes de luz que se acendem e apagam, respeitando esta monotonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas são as minhas noites. Escuras, iluminadas a passo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-2107469840211264009?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/2107469840211264009/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=2107469840211264009' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/2107469840211264009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/2107469840211264009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2007/12/de-um-gajo-que-evita-olhar-ao-espelho.html' title='De um gajo que evita olhar ao espelho'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-6517516725925656401</id><published>2007-12-07T10:35:00.000Z</published><updated>2007-12-07T10:54:08.790Z</updated><title type='text'>Viagens</title><content type='html'>-Onde andas?&lt;br /&gt;-Estou no aeroporto.&lt;br /&gt;-Outra vez.&lt;br /&gt;-Sim.&lt;br /&gt;-E agora é aonde?&lt;br /&gt;-Barcelona, por cá ando.&lt;br /&gt;-O que foste fazer aí?&lt;br /&gt;-Reuniões inadiáveis.&lt;br /&gt;-Está tudo bem?&lt;br /&gt;-Sim, tive que me descalçar para passar no detector de metais.&lt;br /&gt;-As meias estavam rotas?&lt;br /&gt;-Não. Tinha uma bomba nuclear na sola. E eles não descobriram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Estamos a combinar um jantar de natal. O pessoal queria que tu viesses.&lt;br /&gt;-Quando é?&lt;br /&gt;-No próximo fim-de-semana.&lt;br /&gt;-Não consigo.&lt;br /&gt;-Então?&lt;br /&gt;-Amanhã estou no Porto, para a semana volto cá e no final de semana tenho que viver. Vou-me fechar em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E a vida?&lt;br /&gt;-Ela passa por mim. Tenho que desligar, vou embarcar.&lt;br /&gt;-OK.&lt;br /&gt;-Um abraço.&lt;br /&gt;-Tá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-6517516725925656401?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/6517516725925656401/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=6517516725925656401' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/6517516725925656401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/6517516725925656401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2007/12/viagens.html' title='Viagens'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-5843864735098661829</id><published>2007-10-11T10:41:00.001+01:00</published><updated>2007-10-11T10:41:33.013+01:00</updated><title type='text'>Foi</title><content type='html'>Um carro cinzento estacionado. Parado. Lá dentro, barulho. Confusão. Gritos. Um corpo. Um telemóvel. Imensos problemas com a solução sempre certa. Um vazio. Um naufrágio. Descobertas temporárias. Licenças vazias. Assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro carro cinzento. De outra marca. Passava. Ficou. Olhares que se trocaram. Palavras sem som. Gritos mudos. Lá dentro, calma. Paz. Sossego. Um corpo. Um rosto. Um olhar. Vontades de descoberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficaram lado a lado. Frente a frente. Ela saiu. Ele olhou. Ela olhava. Ele saiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficaram parados, já sem o carro que os protegia. Ela, começou a tirar coisas dentro do carro. Rapidamente. Tentava passar despercebida. Como quem pergunta, e agora? Era visível alguma insegurança. Ao redor deles o mundo parou. As ruas ficaram desertas. Os ruídos do tráfego eram ignorados. Os rostos passavam e eles ficavam ali, situados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá.&lt;br /&gt;Olá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz era trémula. O corpo vacilava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque queremos saber os nomes? Porque os trocamos? Provavelmente será para usa-lo no meio de uma multidão. Tentar identificar-te. Colocar um rótulo qualquer. Que não escolheste. Que te é imposto. Eu já sei o teu. Tu já sabes o meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajudei-te com os sacos. Levaste-os para a tua casa. Acompanhei-te. Assustei-me, reconheço. Segui-te. De um molho de chaves encontraste a que pretendias e abriste a porta. Notava-se que ainda estás em mudanças. A casa vazia. Poucos móveis. Sabes, eu nunca gostei deles. Antigamente queria apenas uma arca e uma cama. Depois descobri que era inviável. Deixei os sacos onde pediste. Ofereceste-me uma cerveja. De um frigorífico, que se escondia com os outros móveis, estava vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contaste-me o que querias fazer. As tuas escolhas como decoração. Que querias as linhas rectas. O branco com o preto. Não sabias se querias uma televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficas?&lt;br /&gt;Eu fico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorremos bares. Jantámos numa adega. Perdemo-nos na praia. Encontrámo-nos na praia. Enterrámos os corpos na areia. Divertimo-nos a baptizar as estrelas. Escolhestes uma. Era brilhante, dizias. Tão brilhante que parece que vai explodir de agonia. Disseste. Calei-me. Tirei a gravata e os sapatos. Corremos no mar. Saltámos no mar. Divertimo-nos no mar. Entrelaçámos os dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais curioso é que tu és do outro lado do mar. Eu sou do outro lado da rua. Encontrámo-nos aqui. Porquê? Não respondeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosses atravessar uma rua, no meio da multidão, e me visses. Olhavas para mim?&lt;br /&gt;E tu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei muito de ter ficado.&lt;br /&gt;Gostei mais do que imaginas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-5843864735098661829?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/5843864735098661829/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=5843864735098661829' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/5843864735098661829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/5843864735098661829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2007/10/foi.html' title='Foi'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-4433549168399985606</id><published>2007-10-09T07:08:00.000+01:00</published><updated>2007-10-09T07:20:08.630+01:00</updated><title type='text'>Dois</title><content type='html'>Não há vento. Está tudo tão abafado. Nem as arvores se agitam. Dizia ela enquanto observava uma gaivota ao voltar. Gostava de ser um pássaro qualquer, continuava. Ser livre. Mais livre do que sou. Poder voar nua e de pois deitar-me neste mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentaram-se numa esplanada. Perto do mar. Analisavam o que restava da vida. O que aceitavam dela e o que recusavam. Ela, falava de uma maneira incipiente. Ele, amuava. Falaram-se de coisas para as quais não tinham resposta. Sobre um vazio que os circundava. Das coisas que se sente falta. Do amor que se prolongou. O afecto que faltava. Das duvidas inerentes ao respirar. As ambições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Imaginavas-te assim com 35 anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio. Silêncio entre os dois. Silêncio para alem dos dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Queres ir dormir a um hotel? Nunca dormi num hotel na minha cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim partiram os dois. Entregue aos dois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-4433549168399985606?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/4433549168399985606/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=4433549168399985606' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/4433549168399985606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/4433549168399985606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2007/10/dois.html' title='Dois'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-4433062007496531978</id><published>2007-10-04T21:08:00.001+01:00</published><updated>2007-10-04T21:08:38.434+01:00</updated><title type='text'>Tu ainda não sabes</title><content type='html'>Tu ainda não sabes mas apetece-me desistir de tudo por ti. Pensou ele enquanto saboreava o gosto do café. Apetece-me deixar este estúpido mal estar. Esta constante inépcia. Esta dor que volta vezes sem conta e não avisa. Uma vontade de não ter que voltar ao ponto de partida. Não suporto mais disto. Não quero mais. Tu não tens culpa. Quero fugir, enquanto abres a porta. Será que me abres a porta? Perguntou-lhe. Ela calou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica, disseste. Ele ficou. Ficaram os dois. Entregues a eles, apenas a isso. Palavras que não devem ser ditas. Olhares presos no chão. Olhares presos em ti. Assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde é que se encontraram? Numa estrada vazia. Na luz. Essa luz negra que embate num sorriso. Amanhã procuro-te. Prometo-te. Felizmente reconheço este caminho. O alcatrão é me familiar. Longe de ti. Assim me satisfaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não tenho a ilusão de ser útil. Nem esse objectivo. Recordo tudo de bom que me legaste, num sorriso. Numa palavra. Num esboço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou escondido. Omitido. Numa aventura de eterna insatisfação, grotesca. Para depois emergir neste mar. No meu mar. Hoje liguei-te. Só te queria ouvir. Dizer-te palavras banais e fúteis. Ser igual aos demais. Conversas por conveniência. Ser uma cópia da minha critica, infundada. Na qual que invejo e que se transforma na tua indiferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã lembra-me de me lembrar de ti. Por favor. Faz-me isso. Deves-me isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num primeiro beijo. Um primeiro olhar. Um primeiro toque. Tu ainda não sabes mas apetece-me desistir de tudo por ti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-4433062007496531978?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/4433062007496531978/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=4433062007496531978' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/4433062007496531978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/4433062007496531978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2007/10/tu-ainda-no-sabes.html' title='Tu ainda não sabes'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-7194634059792975839</id><published>2007-09-06T18:06:00.001+01:00</published><updated>2007-09-06T18:06:41.695+01:00</updated><title type='text'>Hoje, não</title><content type='html'>Não quero voltar. Hoje não. Todos os dias menos hoje. Hoje quero ficar aqui. Quero ver o dia a morrer. Quero ficar mais sozinho do que é normal. Hoje. Não me ligues. Não me procures. Eu não te quero evitar. Não quero fugir por uma outra porta. Um plano de escape, desgastado na vontade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-7194634059792975839?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/7194634059792975839/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=7194634059792975839' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/7194634059792975839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/7194634059792975839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2007/09/hoje-no.html' title='Hoje, não'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-5436198631689528827</id><published>2007-09-05T11:51:00.000+01:00</published><updated>2007-09-05T11:52:24.622+01:00</updated><title type='text'>Reencontros</title><content type='html'>As pessoas mais inseguras são aquelas que evitam um olhar. Baixam o rosto. Inventam alvos, onde se podem concentrar. Aproximam-se. Afastam-se. A insegurança é um mal atroz. A insegurança de o ser. Nestes olhares gratuitos. Aquilo que se oferece resume-se num olhar. A força de um olhar. Morre na insegurança de alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu também és. Continuas a sê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que te vi, falámos da nossa cidade e pessoas. Os eternos temas de quem não tem nada a falar, a não ser estar e ficar parado. Nos limites do razoável. Não fui capaz de te tocar. Não fui capaz. Era demasiado fácil. Sempre foste demasiado fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda vez que te vi, passado algum tempo, disseste-me que estavas livre. Que tinhas todo o tempo do mundo para as aventuras que eu te incentivei. Calei-me. Ignorei-te. Afastaste-te. Tive vontade de…..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora neste presente onde me encontro. Onde cá fico em silêncio. Encontrei-te. Encontraste-me. Nunca foi tão prático. Ficámos 15 segundos parados a olhar um para o outro. Tentar distinguir diferenças. Relembrar-mos do corpo que desejávamos. Entre palavras banais que trocávamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então?&lt;br /&gt;-Por aqui?&lt;br /&gt;-Como vês?&lt;br /&gt;-E tu?&lt;br /&gt;………………………………………………………………………&lt;br /&gt;-Agora moro em Odivelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim te despediste. Fiquei parado como sempre fico. Ver-te partir. Sem fazer um esforço para contrariar vontades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dassssssssss, o que quiseste dizer com o morar em Odivelas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-5436198631689528827?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/5436198631689528827/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=5436198631689528827' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/5436198631689528827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/5436198631689528827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2007/09/reencontros.html' title='Reencontros'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-1943693669908063795</id><published>2007-09-03T13:59:00.000+01:00</published><updated>2007-09-03T14:01:45.108+01:00</updated><title type='text'>A minha Sala fica mais iluminada contigo</title><content type='html'>Apareceste-me em casa. Não te convidei. Não tinha ainda falado contigo. Já te tinha visto, por aí. Recordo-me dos teus gestos. Recordo-me do teu olhar e assim te sentaste e por ali ficaste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elogiaste a minha casa. De como era grande. Enquanto eu tirava o casaco, cansado. Gostavas das cores. O branco dá um aspecto de lavado, dizias. Contrastava com o silêncio e a solidão. Mostrei-te o mundo lá fora, da minha varanda. Procuraste a lua. O meu carro cinzento, jazia lá em baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liguei a televisão. Procurei um canal qualquer de notícias. Fui tirar dois cafés. Perguntei se o querias. Aceitaste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheço que a minha sala fica mais iluminada contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falaste. Falaste demasiado. Houve alturas que já não te ouvia ou compreendia. Apenas acenava e consentia as tuas ideias. Demasiadas perdidas. Contaste-me os teus medos. Ambições. Desejos. Eu não disse uma palavra. Nunca digo. Esse será sempre o meu mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas um acenar acompanhado de um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toquei-te. Fugiste. Voltaste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desliguei a televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando voltei já não estavas. Sento-me no sofá, de pele fria e escura. Condizia com o meu mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã voltas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre voltaste.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-1943693669908063795?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/1943693669908063795/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=1943693669908063795' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/1943693669908063795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/1943693669908063795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2007/09/minha-sala-fica-mais-iluminada-contigo.html' title='A minha Sala fica mais iluminada contigo'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-2865688229130958727</id><published>2007-08-26T09:23:00.000+01:00</published><updated>2007-08-26T09:24:47.573+01:00</updated><title type='text'>O que acontecia se houvesse um beijo?</title><content type='html'>Sempre que te vejo, na minha cidade, o tesão é enorme. Já nos conhecemos há quanto tempo? 15 anos. Perto disso ou mais. Nada muda. Nada. O que aconteceria se eu tivesse-te beijado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou com um olhar e assim vai morrer. Já me disseste que só morre quando descobrirmos que somos umas más quecas. Imaginamos coisas. A imaginação será sempre o veneno da ilusão. E assim sobrevivemos. O que aconteceria, se nós e um beijo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já saímos. Já nos rimos. Continuamos a perpetuar jogos estúpidos de sedução enervada. Continuamos sem nos tocarmos. Assim. O que aconteceria se houvesse um beijo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que continuaria tudo na mesma? Será que havia algo mais? Será que valeria o esforço?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi-te. Tu viste-me. Estavas a lavar o teu carro. Eu atestei o meu. Nesta nossa, cada vez mais cinzenta, cidade. Paraste o que estavas a fazer. Eu parei o carro. Fiquei nervoso como sempre fico. Mantenho a calma e falo devagar. O truque será sempre o mesmo. Tu, estavas nervosa. Rias. Depressa libertámo-nos da tensão. Depressa regressou o tesão. Perdemo-nos em jogos de flirt. Breves toques nas mãos, ancas, braços. Tudo para sentir a pele. O que aconteceria se eu te beijasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não nos víamos há um tempo. Tu continuas na mesma. Magra, morena, livre, linda. Disseste-me que estavas de férias. Pediste-me para te ligar. Tinhas uma casa de férias alugada. O que acontecerá se eu nunca te beijar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-2865688229130958727?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/2865688229130958727/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=2865688229130958727' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/2865688229130958727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/2865688229130958727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2007/08/o-que-acontecia-se-houvesse-um-beijo.html' title='O que acontecia se houvesse um beijo?'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-116973583095362927</id><published>2007-01-25T14:36:00.000Z</published><updated>2007-01-25T14:37:10.963Z</updated><title type='text'>Monólogo Horizontal</title><content type='html'>Ficava do outro lado da rua. Sabias disso? Decerto que não. As coisas tornam-se sempre mais densas quando olhamos para elas. De frente. O olhar de frente é doloroso. Não achas? O que pensas sobre mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficava sempre sozinho, quando chegava a esta hora? Era sempre tarde, as horas não são simpáticas. Para quem persegue o tempo o tempo é sempre a dobrar. Eu nunca o persegui. Apenas passa por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dantes passava horas a olhar, aqui, o ritmo das pessoas. Nunca ninguém me viu ou perdia tempo a procurar-me.  Lembras-te das noites em que desesperávamos por alguém que nos encontrasse. Lembras-te? Jamais me esqueci. Sinto que hoje é o mesmo. De maneira diferente mas o mesmo. O tempo passa mas nós continuamos situados e estáticos, assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-116973583095362927?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/116973583095362927/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=116973583095362927' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/116973583095362927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/116973583095362927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2007/01/monlogo-horizontal.html' title='Monólogo Horizontal'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-116531245528115530</id><published>2006-12-05T09:24:00.000Z</published><updated>2006-12-05T09:58:06.593Z</updated><title type='text'>Nada que tu e eu escrevemos é verdadeiro</title><content type='html'>Decepcionei-me. Nada mudou. Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou no meu carro. Enquanto falo contigo. Vou depressa. Demasiado. Vomitas palavras. A tua felicidade é palpável. A minha também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui sentir-me infeliz. Não consegui sentir inveja ou outro qualquer sentimento de asco. Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada me toca. Nem tu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho medo no que me estou a tornar. Medo de deixar de sentir aquelas coisas pequenas que nos fazem vivos. Consegui tornar-me independente e amorfo. O meu sangue já não é o que era. Nem a inveja me visitou. Apenas a tua na minha felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que se faz não tem sentido. Nada do que tu escreves é verdadeiro. Tu não és tão negra assim. Nem sequer sofres de mal estares gerais. As multidões acompanham-te. E as tuas indecisões apenas precisavam de um abanão. Eu sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligaste-me. Não entendi o telefonema. Não percebi o motivo. Nem quero entender aquilo que também não entendes. Não preciso disso. Eu liberto-te, tu sabes disso. Jamais farei algo que altere o rumo do nosso mar. Não tenho jeito para lidar com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada do que escrevo é real. Eu não sou assim. Nunca fui. Tenho tudo o que quero. O que não tenho, compro. Amo aquilo que me toca. Odeio o que me abandona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada que tu e eu escrevemos é verdadeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-116531245528115530?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/116531245528115530/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=116531245528115530' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/116531245528115530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/116531245528115530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2006/12/nada-que-tu-e-eu-escrevemos-verdadeiro.html' title='Nada que tu e eu escrevemos é verdadeiro'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-116351911045074897</id><published>2006-11-14T15:44:00.000Z</published><updated>2006-11-14T15:45:10.473Z</updated><title type='text'>Eu estou tão bem</title><content type='html'>Estou a ficar velho na ânsia felina da tua espera. Não entendo as tuas famosas divagações por serem demasiado intempestivas. Sendo assim, já sem o teu cheiro, por aqui fico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perco-me numa sala redonda. Invisto em mim. Assim me despeço. Devagar. Um copo de cerveja, por favor. Eu conto-lhe a minha história. Quer ouvir? Tenho um novo melhor amigo. Ele e eu somos inseparáveis. Até aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disseste-me adeus? Não ouvi. Disseste-me que não te ligava à 5 dias. Entre os teus dedos e os meus sinais. Sempre colados. Eu olho-te, tu desvias-te. Eu toco-te, tu desapareces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menti-te. Reconheço que te menti. Quando te disse que não queria mais de ti a não ser aquilo que tínhamos. Menti. Quero tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero voltar a ser aquilo que sempre fui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou gritar. Dizer que sinto a tua falta. Depois saio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, enquanto não estás por aqui, te digo; eu estou tão bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-116351911045074897?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/116351911045074897/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=116351911045074897' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/116351911045074897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/116351911045074897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2006/11/eu-estou-to-bem.html' title='Eu estou tão bem'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-116135188983495951</id><published>2006-10-20T14:44:00.000+01:00</published><updated>2006-10-20T14:44:49.896+01:00</updated><title type='text'>Eles</title><content type='html'>Ele encontrou-a num café. Ela viu-o. Ela não se mexeu. Ele, aparentando uma calma celestial, avançou. Pediu um café. Ela imóvel. Encostados a um balcão evitando-se estender num olhar. Ou perderem-se num olhar. Eles, já foram tanto. Agora o nada é exuberante. O que ela pensará. É com adoçante, diz ele. Ela segue-o pelo espelho. E assim continuam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, recorda-se do tempo em que eram um. Das juras e promessas. O orgulho de estar a seu lado. Das noites em que viam as luzes de Lisboa a andar de baloiço. Das noites em que partilhavam gelados. Dos casacos que trocavam. Das músicas adquiridas, sem direito de autor. De entrarem a pouco e pouco pelo mundo oposto. De sorrirem sem esforço. Mas acabou. O tempo mata tudo. O tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles continuavam presos ao chão. Demasiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Olá.&lt;br /&gt;-Olá.&lt;br /&gt;-Como estás?&lt;br /&gt;-Bem, e tu?&lt;br /&gt;-Vivo.&lt;br /&gt;-Tudo tem um preço.&lt;br /&gt;-Qual é o teu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perderam-se no tempo. Ficaram horas a devorar o que ainda não morreu. Estava demasiado vivo. Eles estavam vivos. Descobriram-se vivos. O medo dos sentimentos que nutriam. Agora é demasiado tarde. Muito. Ficaram-se pelas palavras. Não descolavam, um do outro. Olhavam-se mutuamente. Pensamentos que invadiam os seus neurónios. Desejos recalcados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficaram horas. Entregues a eles. Nessa tarde não houve mais nada. Apenas eles. Sempre falaram muito, mas hoje pouco falaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã, quando se virem, ela vai evitar olhar para ele. Ele aceita. Ele desafia-a, ela sabe.&lt;br /&gt; Sempre será assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-116135188983495951?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/116135188983495951/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=116135188983495951' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/116135188983495951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/116135188983495951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2006/10/eles.html' title='Eles'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-116125732313085106</id><published>2006-10-19T12:00:00.000+01:00</published><updated>2006-10-19T12:28:43.186+01:00</updated><title type='text'>Tempo de</title><content type='html'>Senti o cheiro da chuva, enquanto inundava a minha varanda. Da minha varanda vejo luzes. Luzes de néon e incandescentes. O meu luar tem 3 luas. A minha varanda 2 janelas. O meu corpo, sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corri para ela. Em tronco nu. Fumei um cigarro até à exaustão. Saboreava o meu copo. A chuva beijava-me. Ninguém me viu. Este cheiro que adoro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz-me notar pela ausência. A minha ausência em mim. Sorriso, já não existe. Por aqui fico. Fico e fico e me edifico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me de ti, hoje. Lembrei-me. Não contei a ninguém, por isso escrevo. Tento invocar as minhas memórias. A necessidade de um quadro. Uma tela. Uma razão para beber. Devagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escondo-me das pessoas. Não quero mais contactos. Sinto que morro durante o dia para renascer na noite. Na penumbra. Onde não há luz. Odeio a luz. Odeio os códigos. O telefone não toca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo. Tempo de…………&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo para………&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado fui ver gente e luzes. Fui desafiado por uns amigos. Poucos são os que ainda aqui voltam. Acabámos a rir. Acabamos sempre a rir. Falámos de nós. Falamos sempre do nos apoquenta ou orgulha. Este mal estar generalizado. Ficámos mais amigos. O elo que nos une é quase visível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-116125732313085106?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/116125732313085106/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=116125732313085106' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/116125732313085106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/116125732313085106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2006/10/tempo-de.html' title='Tempo de'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-116115852737485403</id><published>2006-10-18T09:01:00.000+01:00</published><updated>2006-10-18T09:02:07.386+01:00</updated><title type='text'>O Abismo</title><content type='html'>A necessidade de enfrentar o abismo. Aquilo que mais me provoca. Escrevo para um umbigo, o meu. Divirto-me a desafiar a sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quantidade de ar que me falta entre o nosso espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurava razões. A necessidade de as ter. A obrigação de as cultivar. Enfim. Desconheço os motivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torna-se tudo tão fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver o meu dia cansa, a minha noite perece. Entre álcool e o degelo foi tudo tão rápido. Nada tem sentido, pelo menos prático. Já não me entendo. Já não tenho lógica. Apenas este vazio me sobrecarrega. Os dias duram meses. Não consigo ficar no meu lugar. Não consigo gostar de mim. Quero parar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, procurei o prazer. Fui cínico. Descobri que ainda o sou. Muito. Ela abriu-me a porta e eu entrei. Tu é que me convidaste. Abandonei-te. Amar para depois abandonar. Saborear até ao tutano. Alimentar-me de corpos. Não me orgulho. É tudo tão fácil. Demasiado fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei a parar………….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizeste-me perguntas desnecessárias. Estavas nervosa, notava-se no teu sorriso. Eu, demasiado calmo. Pouca coisa me atinge. A necessidade de enfrentar o abismo. Falaste tanto. Demasiado. Pouco ouvi. Não me interessa os teus problemas ou as tuas ambições. Nem sequer os teus sonhos. Tenho os meus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no meu carro em direcção ao meu rumo, menti. Tenho uma ligeira vocação para mentir nestas alturas. Quando me ligaste e pediste o meu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de mim, só assim sobrevivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-116115852737485403?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/116115852737485403/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=116115852737485403' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/116115852737485403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/116115852737485403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2006/10/o-abismo.html' title='O Abismo'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-116012512903438675</id><published>2006-10-06T09:39:00.000+01:00</published><updated>2006-10-06T09:58:49.050+01:00</updated><title type='text'>Assim te encontro</title><content type='html'>O teu escritório continua o mesmo. Mistura de papeis e uma desarrumação arrumada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavas linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inferno de voltar ao ponto de partida. Poucas palavras para um fim demasiado perto e certo. O meu abraço te sufoca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavas lindíssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já dentro de um carro vazio, ultrapassando os limites dos razoáveis e com uma vontade louca de me deitar. Afastei-te dos meus sonhos. Voltaste depois. Foi assim a noite toda. O dia que se seguiu e os outros que se seguirão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuas linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já despido. Depois de um banho. Fitei o espelho. Desisti do olhar. Ainda não é hoje. Para mim seremos sempre aquilo que ninguém controla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já te disse que te amo? Já te disse o quanto te quero?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não é hoje. E assim te escrevo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-116012512903438675?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/116012512903438675/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=116012512903438675' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/116012512903438675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/116012512903438675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2006/10/assim-te-encontro.html' title='Assim te encontro'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-115882766474975317</id><published>2006-09-21T09:12:00.000+01:00</published><updated>2006-09-21T09:34:24.780+01:00</updated><title type='text'>Mais do mesmo</title><content type='html'>Jantei sozinho. Fiquei no escritório até mais tarde, como sempre. Organizei as minhas papeladas. O silêncio dos corredores em direcção aos elevadores. Já não vi viva alma. Já não tenho razões para voltar. Voltar para outro silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajei nas ruas iluminadas de Lisboa. Percorri a baixa. Perdi-me na graça e na zona do Castelo. Parei em Santa Apolónia. Desliguei o meu carro já novo. Tentei fechar os olhos neste meu silêncio. Não consegui. Demasiado barulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfrentei a tua estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfrentei a minha cidade. Cada vez está mais cinzenta. Cada vez mais do mesmo. Assim como eu. Rostos conhecidos, palavras de ocasião, conversas evasivas. Mais do mesmo. Enchi o meu cartão de consumo, o bar estava deserto. Não respondi a chamadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha hora do regresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volta-se sempre ao ponto de partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Cada vez mais previsível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-115882766474975317?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/115882766474975317/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=115882766474975317' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/115882766474975317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/115882766474975317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2006/09/mais-do-mesmo.html' title='Mais do mesmo'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-115701454419697306</id><published>2006-08-31T09:42:00.000+01:00</published><updated>2006-08-31T09:55:44.210+01:00</updated><title type='text'>Os meus dias são mais cinzentos do que os teus</title><content type='html'>Tanto te oiço a falar em amor. Tanto te vejo a discutir o amor. O que é o amor? O que se faz por amor? O que ele, o amor, nos motiva, cativa e explora. Porra para o amor. O que é o amor sem os corpos de carne que o rodeiam. Temos uma tendência nociva de espiritualizar o amor e empobrecer uns corpos aquosos. O amor é aquilo que persegues. Tu sabes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentamos dar um rosto a esse, vulgo, amor. Para depois matá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para depois matá-lo, com todas as forças que consegues reunir. Toda a vontade que o sentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor é desistir de tudo em nome de um vazio que se quer preencher. Eu nunca te vi desistir de nada por ele. Ou em nome dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredita que os meus dias são mais cinzentos do que os teus. Eu já não acredito nesse amor que tanto falas. Já não vivo esse amor que tanto inventas. Eu vendi o amor em troca da paz do meu presente. Acredita que é difícil torná-lo dispensável. Acredita, amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não quero ser assassinado por um crime qualquer em nome do teu descanso. Não quero ser um ponto de passagem. Já não tenho forças para viver esse pesadelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredita que os meus dias são mais cinzentos do que os teus. Meu amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-115701454419697306?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/115701454419697306/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=115701454419697306' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/115701454419697306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/115701454419697306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2006/08/os-meus-dias-so-mais-cinzentos-do-que.html' title='Os meus dias são mais cinzentos do que os teus'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-115288842598691072</id><published>2006-07-14T15:17:00.000+01:00</published><updated>2006-07-14T15:47:06.040+01:00</updated><title type='text'>Não vou ficar</title><content type='html'>Foi aqui que te encontrei, lembraste? Foi aqui que tudo começou e por aqui um dia vai ter de acabar. Como a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele fumava até à exaustão e ela observava. Raramente trocavam palavras. Quando as trocavam eles ficavam de alerta para prestar o máximo de atenção possível. Por vezes trocavam olhares. Os olhares são sempre convidativos. Ele soltou-lhe o cabelo. Ela aceitou. Ele ficava parado ali e ela voava sobre ele. Ele a paz, ela o vulcão. As razões assimétricas da vontade. Por vezes partilhavam saliva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não encontrava razões para ela poder ficar, ela não encontrava motivos para ficar. Aprendiam a ficar, entregues a eles. Fica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-115288842598691072?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/115288842598691072/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=115288842598691072' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/115288842598691072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/115288842598691072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2006/07/no-vou-ficar.html' title='Não vou ficar'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-115278160406755214</id><published>2006-07-13T10:06:00.000+01:00</published><updated>2006-07-13T10:06:44.076+01:00</updated><title type='text'>Trato de abandono</title><content type='html'>-Fez ontem um mês que tivemos juntos pela primeira vez.&lt;br /&gt;-Pela primeira vez?&lt;br /&gt;-Sim. Recordas-te? Estivemos agarrados a ver um documentário na TV. Eu beijava-te e ficava a adorar o teu corpo. A tua pele branca num corpo musculado. Amei a forma com nos amámos. O suor, o cheiro, a fome de atenção. Recordo-me o teu desespero de quereres que eu não me apercebesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não dizes nada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não queres que eu me lembre de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Só agora me apercebo que não sei nada de ti. O teu nome. Os teus desejos. O que gostas. O teu clube. A tua religião. As tuas lutas. Nada. Nunca perdemos tempo com essas conversas.&lt;br /&gt;-Não quero que saibas nada. Não quero que sintas a necessidade de partilhar algo comigo.&lt;br /&gt;-Ou serás tu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acho que o melhor é deixar-mos de nos encontrar.&lt;br /&gt;-Achas.&lt;br /&gt;-Acho, aliás tenho a certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-A tua beleza perdia-se na liberdade. A vontade de ser livre. Tu tens uma vida eu tenho outra. Eu não quero fazer parte dela. Eu não quero que tu faças parte da minha. A minha vida resume-se a uma casa com uma TV e um sofá e é assim que irá continuar. Tu tens tanto.&lt;br /&gt;-Mas eu não quero nada do que tenho.&lt;br /&gt;-Nem eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vou-me embora.&lt;br /&gt;-Adeus.&lt;br /&gt;-Ligas-me.&lt;br /&gt;…………………………………………………………………………………………….&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-115278160406755214?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/115278160406755214/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=115278160406755214' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/115278160406755214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/115278160406755214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2006/07/trato-de-abandono.html' title='Trato de abandono'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-115218309187886209</id><published>2006-07-06T10:43:00.000+01:00</published><updated>2006-07-06T11:51:31.976+01:00</updated><title type='text'>As conversas que não temos</title><content type='html'>-E não lhe tocas?&lt;br /&gt;-Não.&lt;br /&gt;-Não a desejas?&lt;br /&gt;-Muito.&lt;br /&gt;-Então.&lt;br /&gt;-Quero que ela me peça.&lt;br /&gt;-E já te pediu.&lt;br /&gt;-Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quero sentir mais desejo do que fome. A fome de a ver esfuma-se. O anseio de a tocar evapora. E eu aqui fico.&lt;br /&gt;-Mas, ela existe?&lt;br /&gt;-Sim.&lt;br /&gt;-Nunca a vimos.&lt;br /&gt;-Já.&lt;br /&gt;-Onde?&lt;br /&gt;-Em papel.&lt;br /&gt;-Andas a criar uma imagem dificilmente substituível. Não achas? Andas a criar o que não existe. Expectativas que redundam em fracasso.&lt;br /&gt;-Antes o sonho por um minuto que o fracasso generalizado.&lt;br /&gt;-O que procuras?&lt;br /&gt;-Algo que não tenho. Procuro um sonho. Não me importo de lhe dar um rosto. De lhe dar um nome. Não me importo que tenha um corpo.&lt;br /&gt;-Tem que ter vida.&lt;br /&gt;-Mais do que isso. Tem que me dar vida. A morte e o desespero já abunda por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que sentes quando estás com ela?&lt;br /&gt;-Uma tremedeira estúpida. Frio, tenho muito frio. Insegurança, mas cada vez estou mais seguro de mim. Medo. Horror.&lt;br /&gt;-Horror?&lt;br /&gt;-Que o tempo passe e que ela vá embora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-115218309187886209?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/115218309187886209/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=115218309187886209' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/115218309187886209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/115218309187886209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2006/07/as-conversas-que-no-temos.html' title='As conversas que não temos'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-115217892761745031</id><published>2006-07-06T10:41:00.000+01:00</published><updated>2006-07-06T10:42:07.633+01:00</updated><title type='text'>Opções</title><content type='html'>A vida é feita de opções. As opções por vezes tornam-se erradas. Por vezes certas. A manta que se destapa é demasiado curta. As opções que tomamos. Aquilo que se opta. Tu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não ligo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu também não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone toca demasiadas vezes. Nunca és tu. Tenho dois. Podes ligar para qualquer um. Se eu não atender, devolvo-te a chamada. Tu sabes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu espero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes penso no que pensas. Se isto tudo é normal. A normalidade imberbe em ti. Quando te oiço torno-me indivisível. O que te tornas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-115217892761745031?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/115217892761745031/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=115217892761745031' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/115217892761745031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/115217892761745031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2006/07/opes.html' title='Opções'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-115193511639598891</id><published>2006-07-03T14:41:00.001+01:00</published><updated>2006-07-03T14:58:36.410+01:00</updated><title type='text'>Entra, vem beber um copo</title><content type='html'>Adoro que me vejas. Adoro que me odeies. Adoro que o sintas. Adoro não passar despercebido. Adoro que me visites. Adoro que me fales. Adoro o teu ódio. Acho que não conseguia viver sem ele. É isso que me alimenta e me motiva. Esse é o meu segredo. Não me tentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conseguiria ser igual a ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra, queres um café? O que te atormenta? Conta-me. Eu tento ajudar-te. Prometo-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais irei ser igual a ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei de te ver, por aqui. Depois voltas, sem ser convidado. Diz-me o teu nome. Conta-me o porquê dessa raiva instantânea. Partilhamos alguma coisa, é isso? Lutamos por alguma coisa, é isso? Conta-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, não sou igual a ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabes, eu não luto por nada. Já perdi a vontade. Eu não quero nada. Aceito tudo que me é dado. O nada por vezes é mais que suficiente e é mais fiável. Ouves? Este silêncio adorável que se ergue à minha volta. É com isto que sobrevivo. Se perder o que tenho continua tudo na mesma. Tudo. E tu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As guerras humanas que se resumem a um corpo entregue em sangue. Banhado em sangue. Tudo em nome de algo que se preserve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra, senta-te e vem beber um copo sou boa companhia e tu vais-te perceber disso. Primeiro diz-me é o teu nome. Olhamo-nos nos olhos no escuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-115193511639598891?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/115193511639598891/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=115193511639598891' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/115193511639598891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/115193511639598891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2006/07/entra-vem-beber-um-copo_03.html' title='Entra, vem beber um copo'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-115134235928363756</id><published>2006-06-26T15:26:00.000+01:00</published><updated>2006-06-26T18:19:19.346+01:00</updated><title type='text'>SOS</title><content type='html'>Enviei-te dois sinais. Sentiste os meus sinais? Devagar me afasto, assim. Queria que me amasses da mesma maneira como eu amo o mar. As ondas do mar. O meu mar. O que pensas de o ser. Afinal foi tudo tão perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu és estranha. Demasiado estranho. Aniquilas tudo que respira. Já o sabes. Eu sei que o sabes, da mesma maneira que o sentes. Entre o teu rosto e o teu cabelo não sobra nada. Nem sequer o teu olhar que vomitas de um par de olhos negros. Negros como o teu olhar. Sempre foi assim e assim afasto-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tive tudo que queria. Sim. Posso afirmar que o já tive. Chama-me humano. Mundano e todas as outras coisas que acabam em advérbios saturados pelo o uso. Evito falar sobre ti. Eu evito tudo que acaba e começa em ti. Depressa eu sei que te perdes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu corpo está cansado. Preciso de dormir uma semana inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci pessoas. Algumas lindíssimas. Outras nem por isso. Chamavam-me de Pablo. Aceitei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convidei-me e assim entrei pelo teu quarto. O meu vicio entregue no teu desejo. Olá. Aprendi a sorrir. A confiança de o ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouviste este grito? Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do meu gabinete vejo a rua. Tenho uma secretária enorme e uma cadeira azul, como o meu carro, que roda e evita que eu caminhe para buscar os papeis da impressora. Na secretária tenho uma medalha que conquistei numa corrida qualquer. Não me evites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já é tarde. Acendi as luzes e fecho-te a porta. Entra, não molhes o chão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-115134235928363756?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/115134235928363756/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=115134235928363756' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/115134235928363756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/115134235928363756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2006/06/sos.html' title='SOS'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-115048095437653190</id><published>2006-06-16T18:53:00.000+01:00</published><updated>2006-06-16T19:02:34.396+01:00</updated><title type='text'>O que me alimenta.............</title><content type='html'>Não tenho tempo para desventuras inusitadas e absurdas. Afoguento essas almas usadas por este pô que de ser horrível é nefasto. Enfim, não me consumo em desvaneios. A sociedade é perfeita e aglutinadora, tão perfeita que é. E eu por aqui fico...........&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho tempo nem vontade para te tentar áquilo que te tenta. Este amor que tenho por ti não é mais forte que o ódio que nos une. A facilidade com que se diz não é violenta e tu violentas-me, devagar...........Assim...............Tão devagar, como o teu olhar que me destrói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já partilhámos um prato de caracóis e umas cervejas. Falámos pela primeira véz de coisas nossas como os nossos mundos. Fomos nós e tão lindos. Chegámos a brindar. Aqueles brindes que morrem sem desejo. Conheceste um amigo meu. Senti-me privado da minha ínfima privacidade, acabei por gostar. Eu já fui aquilo que tu viste. Acredita. Dono da razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é por palavras que te moves, perdes o teu tempo eu não acredito no que se fala mas no que se faz. Eu era capaz de me deixar por ti. Tu eras capaz disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me alimenta é o que te assusta. O que me alimenta é que te afasta. Grito-te, aqui, para não me ouvires e desejo-te tudo aquilo que inventas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até um dia amor.................&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-115048095437653190?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/115048095437653190/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=115048095437653190' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/115048095437653190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/115048095437653190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2006/06/o-que-me-alimenta.html' title='O que me alimenta.............'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-114583080443211213</id><published>2006-04-23T22:58:00.000+01:00</published><updated>2006-04-23T23:23:42.573+01:00</updated><title type='text'>Esta solidão que nos une</title><content type='html'>Olá, é o Paulo. Recordas-te? Sim. Estava a ligar para te perguntar se querias sair. Quando? Logo à noite. Ok. Vou-te buscar a que horas? Oito. Está certo. vou-te buscar a casa? Até já. Fica com um beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que a solidão me faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto via o Benfica, na televisão, acompanhado por estas cervejas e os cigarros que me incomodam, pensava em todas as alternativas para fugir da banalidade. Esta banalidade que me provoca. A necessidade de sair e ver luzes tornou-se um vicio. A necessidade de me sentir desejado enquanto me recusas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que a solidão me obriga a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às oito lá estava. Às oito lá estava ela. Continuava como recordava. Linda. Cuidada e simples. Indefesa, porque ela sentia que eu a enfrentava. Perguntei-lhe onde queria ir. Encolheu os ombros. Arranquei no meu carro azul sem direção. Escolhemos um café verde para estacionar. Falámos de tudo o que nos dava na gana. Rimos de uma maneira infantil, por momentos estive feliz. Fomos a um jardim das redondezas e descemos num escorrega. Fizemos corridas de baloiço. Desafiámos a gravidade saltando o mais longe possível. Entre olhares andámos de mãos dadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que a solidão te faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levei-te ao meu porto de abrigo. Mostrei-te o quanto de lindo e calmo, como eu, ele tem. O silêncio que emerge. As histórias que ele reclama. De um lado o norte do outro o sul e nós tão afastados das luzes que viamos. Mostrei-te a varanda do meu castelo. Expliquei-te os caminhos e baptizei as montanhas. O frio era uma constante que nos obriga a abraçarmo-nos para aquecer os nossos corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que a solidão nos faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levei-te a casa entre conversas de descoberta. Omitiamos os pensamentos e escondiamo-nos pela escuridão. Convidaste-me a subir e assim te acompanhei. Partilhámos os teus lençois....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-114583080443211213?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/114583080443211213/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=114583080443211213' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/114583080443211213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/114583080443211213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2006/04/esta-solido-que-nos-une.html' title='Esta solidão que nos une'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-114555954403575322</id><published>2006-04-20T19:55:00.000+01:00</published><updated>2006-04-20T19:59:04.050+01:00</updated><title type='text'>A data universal do meu bem estar...........</title><content type='html'>Hoje é a data universal do meu bem estar. Vou estar sozinho. Estou sozinho. Vou continuar sozinho. Comprei uma bola de manteiga aqui na pastelaria do Luís. Ela é grande. Dava para duas pessoas simpáticas. Não vejo ninguém aqui. Vou convidar a minha cadela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho as velas de alguns anos atrás que teimam em ir servindo ano após ano. São teimosas. Não se gastam e acendem sempre que são requisitadas. Já falei com a minha filha. Ela gritou pai no outro lado da linha. A distância da linha vai aumentando. Eu deixo, até um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus colegas e o meu chefe lembraram-se de mim. Os amigos impostos por vezes são úteis para afastar a solidão que se ergue. O meu banco mandou-me uma carta e enquanto festejavam o meu aniversário agradeciam o facto de ser cliente. Mais uma véz fui usado, tudo se torna um vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou tocar o happy birthay no meu orgão, já sei que a minha cadela vai ladrar. É a rotina. Depois, apago a luz e vou-me deitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só queria que soubesses que gostava que te tivesses lembrado de mim. Que hoje era importante ouvir a tua vóz. Mas, aprendi a ser mais teimoso do que tu...............&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-114555954403575322?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/114555954403575322/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=114555954403575322' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/114555954403575322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/114555954403575322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2006/04/data-universal-do-meu-bem-estar.html' title='A data universal do meu bem estar...........'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-114520390051044766</id><published>2006-04-16T17:09:00.000+01:00</published><updated>2006-04-16T17:11:40.530+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/624/1298/1600/Imagem%20414.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/624/1298/320/Imagem%20414.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-114520390051044766?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/114520390051044766/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=114520390051044766' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/114520390051044766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/114520390051044766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2006/04/blog-post.html' title=''/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-114259252643715062</id><published>2006-03-17T10:47:00.000Z</published><updated>2006-03-17T10:48:46.450Z</updated><title type='text'>Jet- Lag</title><content type='html'>Já me tinham falado do Jet-Lag. Já o conhecia mas nunca o compreendera. Agora sinto-o na pele. Os Aeroportos não tem nacionalidade. É apenas um naco daquilo que nós queremos que seja. Não deviam. Nem sequer o merecem. Não deviam. Nem sequer merecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cansado de não falar a minha língua. Estou farto de não a ouvir. Vou treiná-la em silêncio. O único alívio é que o Visa é urbano. Pelo menos somos internacionalizados a esse ponto. As coisas que sacrficam em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cansado de percorrer o aeroporto. Já conheço todas as bancas. Já conferi todos os horários e nem sequer vejo o meu voo. Ainda faltam tantas horas. Vou ser absorvido em pensamentos. Falo com algumas pessoas, em vários dialectos. Umas ficam por aqui, outras para rotas longe das minhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegam pessoas, em aviões, existem outras esperando por elas. Umas com nomes escritos em cartões esperando resposta. A necessidade de ser simpático a estranhos. Outras chegam para aqueles que os viram partir. O amor é constante. A alegria é contagiante. O Jet-Lag faz isto, a vontade de ser prestável é internacional. Nunca devia ter nacionalidade. Nem bandeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sentimento que paira no ar é deveras simpático. O amor sempre presente e o meu ausente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensação de ser recebido numa terra de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois existe os olhares. Os mortais sabem que jamais verão o outro rosto que se ergue na sua frente e assim se convidam e enfrentam. Por entre tudo que se emana vislumbrasse o teu sorriso no meu olhar digital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou fumar um cigarro. Vou ter que sair. Faltam ainda umas horas para te ver……..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-114259252643715062?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/114259252643715062/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=114259252643715062' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/114259252643715062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/114259252643715062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2006/03/jet-lag.html' title='Jet- Lag'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-114259040567627493</id><published>2006-03-17T10:12:00.000Z</published><updated>2006-03-17T10:13:25.693Z</updated><title type='text'>O nosso dia</title><content type='html'>Adormeci tarde, tarde demais para te acordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras que me restam são para ti. Assim te apresentaste e assim te despediste. Por entre o meu olhar voaste livre, apenas isso, livre e indiferente como toda tu. Na calma que me transmites eu fujo ao inferno de sobreviver pelas tuas palavras que me restam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sorri contigo. Já vivi contigo. Já morri contigo. Desapareço em ti. Só me resta voar contigo. Tirar os pés do chão de mão dada. Por entre os meus pecados e os teus desejos. Assim. Voarei como tu inventas. No silêncio que digeres na minha carne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criei-te em súplicas. Sonhos demasiado realistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus sonhos são vazios evaporados na natureza de crescer em ti. Ontem vieste ter comigo. Andámos a percorrer calçadas e a tirar fotos às ruas de Barcelona. Desenhámos o nosso mundo no chão. Percorremos as fronteiras do tempo. Vivemos a nossa descoberta e trocámos mensagens. Vieste aqui por umas horas que pareceram segundos. Quando voltei ao hotel a cama continuava vazia. A outra ocupada pelo meu espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levei-te a jantar. Comemos carne. Violaste um vício. Matámos o medo com a primeira bebida. Afogámos a vontade. Quando me deitei a cama continuava vazia. O quarto vazio. Tudo vazio. Sem ti. É assim que sou, sem ti. Um vazio repleto de espaço por ti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-114259040567627493?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/114259040567627493/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=114259040567627493' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/114259040567627493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/114259040567627493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2006/03/o-nosso-dia.html' title='O nosso dia'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-114258843536550259</id><published>2006-03-17T09:32:00.001Z</published><updated>2006-03-17T09:40:35.376Z</updated><title type='text'>O meu quarto tem duas camas</title><content type='html'>O meu quarto tem duas camas e uma está vazia. Sinto a tua falta em mim. Sinto o silêncio que mergulha nos meus lençóis. Infiéis ao meu manifesto. Felizmente, neste quarto higiénico, o ar condicionado funciona. Passeio no meu quarto nu e despido dos meus preconceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu quarto é para fumadores. Eu assumo-me como um marginal da nicotina. Todos os locais dos viciados são assinalados com um cinzeiro. O cinzeiro, aqui nesta terra estranha, virou um sinal de alívio. Quando vou almoçar podes-me encontrar à porta a saciar o meu vício. Acredita que não sou o único. A resistência tem altos valores. Sou um proscrito de avaliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fujo da maioria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não me incomoda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na viagem partilhei o meu lugar com um casal idoso. Eles, orgulhosamente são daqui. Ela extremamente simpática. Ele nervoso. Fiquei feliz por ter eles como companhia. Ajudei-os a passar o horror da viagem, obviamente falando de Barcelona e do Barca. Estão interligados por nascença. Ofereci-lhes o meu tempo. Fui simpático. Partilhámos pastilhas. O nosso medo foi aliviado por sermos estranhos com males comuns. O que não fazemos para sobreviver. O que eu não faço para sobreviver, sem ti. No final da viagem conheci a família deles. Bebemos um café solo. Com sacarinas, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei orgulhoso de ser o que sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei triste por não te ter, aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu quarto tem duas camas, já te disse. Os cortinados são laranja e as paredes brancas. Da minha janela vejo casas cinzentas e o que presumo que seja uma escola. Tem um armário, uma T.V. e uma cadeira. Nunca me sentei nela. A televisão ainda não a liguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este vazio permanente que me obriga a ser solitário. Enterrado entre os meus rótulos, descobri nas minhas palavras mil desejos para te saciar. Imagino-te a meu lado. A tortura mantêm-me acordado. Nua em pele fraca. Abusando nas conversas banais que se extinguem ao sabor de um beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã, quando acordar, lembra-me de te escrever.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-114258843536550259?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/114258843536550259/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=114258843536550259' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/114258843536550259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/114258843536550259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2006/03/o-meu-quarto-tem-duas-camas_17.html' title='O meu quarto tem duas camas'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-114198306716358085</id><published>2006-03-10T09:13:00.001Z</published><updated>2006-03-10T09:31:07.253Z</updated><title type='text'>Quando te vejo a minha alma desfaz-se</title><content type='html'>Aquele abraço, desculpa. O abraço que eu te dei. Aquele abraço que partilhámos. Com esse abraço desapareci em ti e tu em mim. Fomos um só, por segundos. Segundos em silêncio. Devorei-te. Esse abraço que me devastou. Esse abraço que me motivou. Fica com um abraço que não passe. Foi tanta a violência que investi nele, para poder passar a tua pele. A tua carne. Misturar-me na tua saliva. Foi tanta a violência que me deste. Fomos imberbes num mundo graúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu passei a tua fronteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me afastei. Devagar me afastei. Os pensamentos ficaram esgotados. Esgotados em ti. Todas as hipóteses são isso, hipotéticas. O meu porto de abrigo resume-se ao teu abraço. Nele invoquei o meu sonho. A tua calma, o meu delírio. A tua chama, a minha força. Amor. Voo no meu carro azul, para fugir da tua doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu passei a minha fronteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua presença faz-me tremer. O frio invade-me. Torno-me um mestre em conversas banais. Invento mil desculpas para ficar contigo e algumas são ridículas. Torno-me ridículo a teu lado. A minha calma já não é segura. A minha segurança desfaz-se na tua fronteira. Vou descobrindo coisas que me assustam outras que me agradam. Apetece-me abraçar-te mais uma vez. Só mais uma vez para passar a tua fronteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando te vejo a minha alma desfaz-se!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-114198306716358085?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/114198306716358085/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=114198306716358085' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/114198306716358085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/114198306716358085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2006/03/quando-te-vejo-minha-alma-desfaz-se_10.html' title='Quando te vejo a minha alma desfaz-se'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14368627.post-114166526443379064</id><published>2006-03-06T17:13:00.000Z</published><updated>2006-03-06T17:14:24.460Z</updated><title type='text'>O nosso encontro</title><content type='html'>Nunca estivemos perto como agora, não achas? Sim. A distância encurtou-se. Nunca estivemos tão perto de nos tocar. Reconheci-te logo, eu disse-te que isso iria acontecer. Reconheceste-me? Não me respondas, não. Eu não quero saber. Antes de ti eu não tinha a certeza, agora muito menos. As nossas certezas servem para se por em causa. Nunca estivemos tão perto de nos tocarmos. Nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheci o teu sorriso. Reconheci o teu olhar. Reconheci o teu corpo. A tua pele. Reconheci o que sempre conheci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Olá. Costumas vir aqui.&lt;br /&gt;-Não. Vim aqui porque me disseste para vir.&lt;br /&gt;-Pedi-te?&lt;br /&gt;-Não. Fui eu que te pedi para me aceitares.&lt;br /&gt;-Está a chover.&lt;br /&gt;-Está frio. Estou a tremer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14368627-114166526443379064?l=theurbanpoet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/feeds/114166526443379064/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14368627&amp;postID=114166526443379064' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/114166526443379064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14368627/posts/default/114166526443379064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theurbanpoet.blogspot.com/2006/03/o-nosso-encontro.html' title='O nosso encontro'/><author><name>Apenas mais um</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11247915418636008350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_8ajIYG0K8NI/TA4B3F9s1NI/AAAAAAAAABs/lT6gge9Yh-E/S220/IMG00012-20100603-1125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
